Wall Street tem forte queda após Rússia atacar Ucrânia

O índice CBOE de volatilidade, também conhecido como indicador de medo de Wall Street, era negociado ao nível mais alto desde o fim de janeiro.

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Matteo Colombo/Reuters
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O índice CBOE de volatilidade, também conhecido como indicador de medo de Wall Street, era negociado a 36,81, máxima desde 24 de janeiro.

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Os índices de ações dos Estados Unidos caíam acentuadamente hoje (24), com papéis bancários liderando as perdas. A reação é resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia, que provocava uma liquidação generalizada nos mercados globais.

Por volta das 16h (horário de Brasília), o índice S&P 500 perdia 0,62%, a 4.199 pontos, enquanto o Dow Jones caía 1,62%, a 32.595 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,66%, a 13.123 pontos.

No índice S&P 500, todos os 11 principais setores estavam no vermelho, com as ações financeiras em queda de 2,9%, enquanto papéis de tecnologia e consumo discricionário cediam mais de 1% cada.

Forças russas invadiram a Ucrânia em ataques terrestres, marítimos e aéreos, na maior ofensiva de um estado europeu contra outro desde a Segunda Guerra Mundial.

A escalada do conflito abalou os mercados financeiros. Conforme as ações globais recuavam, os preços do petróleo Brent ultrapassaram os US$ 100 por barril, alta acompanhada por outras commodities.

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O ouro, o Tesouro norte-americano (treasuries) e o dólar, ativos considerados mais sólidos, subiam em meio à busca dos investidores por segurança.

O índice CBOE de volatilidade, também conhecido como indicador de medo de Wall Street, era negociado a 36,81, máxima desde o dia 24 de janeiro.

“Mesmo que a invasão não seja uma surpresa total, o mercado de ações ainda está adotando uma abordagem de venda primeiro, pergunte depois”, disse Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado da LPL Financial.

O Dow estava a caminho de confirmar uma correção em relação a sua máxima histórica de fechamento de 4 de janeiro, atualmente cerca de 12% abaixo de seu pico recorde.

Veja também: Como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia afeta a economia brasileira?

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