Ibovespa abre em alta com novo avanço de commodities

Os papéis de mineração e siderurgia impulsionam o índice nesta manhã, acompanhando o avanço dos preços do minério de ferro na China.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,62% na abertura do pregão de hoje (3), a 115.891 pontos, às 10h38, horário de Brasília. Os papéis de mineração e siderurgia impulsionam o índice nesta manhã, acompanhando o avanço dos preços do minério de ferro na China.

A Vale (VALE3), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) registram altas de 0,57%, 1,89% e 1,47%, respectivamente. Já os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuam 0,75% e 0,09%, apesar do salto nos contratos futuros do petróleo Brent, que chegaram a superar a marca de US$ 119 por barril.

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Hoje, o presidente da estatal afirmou que não há nenhuma decisão tomada quanto a ajustes nos preços dos combustíveis. Ele reiterou que o grupo da estatal que avalia a política de paridade de preços analisa o cenário “minuto a minuto” antes de chegar a qualquer conclusão.

Divulgado nesta manhã, o PMI (Índice de Gerentes de Compras) mostrou que a atividade da indústria brasileira avançou levemente em fevereiro, embora tenha permanecido em território de contração.

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O índice subiu a 49,6 em fevereiro, de 47,8 em janeiro. As empresas destacaram alguns sinais de melhora na demanda, que levaram a mais contratações de funcionários. No geral, o emprego na indústria registrou apenas ligeiro declínio.

As pressões inflacionárias, por sua vez, continuaram a dar sinais de alívio, com o custo de insumos diminuindo pelo terceiro mês seguido. Ainda assim, os preços mais altos de energia e de matérias-primas, bem como a fraqueza cambial, continuaram pesando.

O dólar opera em queda de 1,11%, negociado a R$ 5,0484 na venda, com o mercado acompanhando a tendência de valorização de divisas de países exportadores de commodities.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em leve queda após o PMI mostrar que a atividade do setor de serviços expandiu no ritmo mais lento em seis meses em fevereiro.

O índice caiu a 50,2 no mês passado, apenas um pouco acima da marca de 50 pontos que separa crescimento de contração, ante leitura de 51,4 em janeiro. A desaceleração ocorreu em meio a duras medidas do governo chinês para combater a pandemia.

Já o mercado acionário japonês fechou em alta, acompanhando o tom otimista de Wall Street, após o presidente do banco central norte-americano afirmar que o aumento da taxa de juros do país deve ocorrer de forma mais gradual do que o esperado.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,55%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,66%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,70%, enquanto o Shangai, na China continental, recuou 0,09%.

Na Europa, os principais índices também operam em baixa. Os preços ao produtor, que sinalizam tendências de inflação para os consumidores, aumentaram 5,2% em fevereiro, mais que o dobro das expectativas do mercado, para uma taxa anual recorde de 30,6%.

O aumento foi resultado principalmente de um salto mensal de 11,6% e anual de 85,6% nos preços do petróleo e gás, impulsionados pela ameaça de uma invasão russa da Ucrânia.

Por outro lado, o desemprego nos 19 países que compõem a zona do euro caiu para 6,8% em janeiro, ante 7,0% em dezembro, a menor taxa já registrada na região. A atividade empresarial também acelerou com força no mês passado, diante do aumento da demanda no setor de serviços.

Por volta das 10h38, o Stoxx 600 caía 0,39%; na Alemanha, o DAX recuava 0,74%; na França, o CAC 40 subia 0,03%; na Itália, o FTSE MIB cedia 0,74%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 recuava 0,68%.

No cenário das commodities, os contratos futuros de minério de ferro sobem impulsionados pelas expectativas de melhora na demanda na China, após relatos de uma possível flexibilização das restrições da Covid-19 no país. (Com Reuters)

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