Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre no azul em dia de negociações sobre conflito na Ucrânia

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,45% na abertura do pregão de hoje (14), a 112.154 pontos, às 10h12, horário de Brasília. Os mercados globais permanecem atentos às reuniões diplomáticas de hoje, referentes ao conflito entre Rússia e Ucrânia, enquanto projeções econômicas entram no radar dos investidores domésticos.

A principal reunião do dia será entre o diplomata chinês Yang Jiechi, e o conselheiro de segurança dos Estados Unidos, Jake Sullivan. O encontro se tornou necessário após o país norte-americano alertar, ontem (13), que a Rússia pediu ajuda militar à China para dar continuidade à invasão na Ucrânia.

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Os negociadores ucranianos e russos também devem conversar novamente nesta segunda-feira, ampliando as negociações do fim de semana.

Os preços do petróleo Brent recuam cerca de 4% nesta manhã, atingindo US$ 108,14 o barril. Além da esperança para o fim dos conflitos, o aumento de casos de Covid-19 na China ajuda a pressionar a commodity.

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No cenário doméstico, investidores analisam o Boletim Focus, em que economistas aumentaram a projeção para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) este ano a 6,45%, de 5,65% na semana anterior, muito acima do teto da meta, de 5,0%.

As pressões inflacionárias levaram os economistas a também elevar as projeções para a taxa básica de juros, Selic, a 12,75% neste ano, e 8,75% no ano que vem. A pesquisa anterior apontava expectativa de uma taxa de 12,25% e 8,25%, respectivamente.

A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) para decidir a Selic ocorrerá entre amanhã e quarta-feira (16).

O dólar opera estável, sendo negociado a R$ 5,0541 na venda.

Nos Estados Unidos, os índices futuros registram alta. Nos próximos dois dias, também acompanharemos a reunião de política monetária do país, quando se espera que o banco central norte-americano aumente os juros em 0,25 ponto-percentual para combater a inflação persistente.

Na Ásia, os mercados acionários da China continental e de Hong Kong fecharam em forte queda. O movimento foi impulsionado pelo aumento de casos de Covid-19 na China, que chegaram a mais de 9 mil este ano – número maior do que o total registrado em todo o ano de 2021, de 8.378.

Na cidade de Shenzhen, considerada o “Vale do Silício” da China, as autoridades suspenderam temporariamente o transporte público, e pediram às pessoas que trabalhem em casa enquanto realizam testes em toda a cidade nesta semana, após o aumento das infecções.

O novo surto, que prejudicou as perspectivas de crescimento econômico do país, fez com que os preços dos contratos futuros de minério de ferro e aço também recuassem.

O Hang Seng, de Hong Kong, despencou 4,97%; e o Shangai, na China continental, caiu 2,60%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,58%, enquanto o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,68%.

Na Europa, os principais índices operam em alta, reagindo à perspectiva de avanço das negociações de paz entre Ucrânia e Rússia.

Porém, como comenta Richard Hunter, analista da Interactive Investor, “com mais perguntas do que respostas atualmente disponíveis, qualquer recuperação do mercado a curto prazo está atualmente sem convicção”.

Por volta das 10h12, o Stoxx 600 ganhava 1,09%; na Alemanha, o DAX subia 2,15%; na França, o CAC 40 operava em alta de 1,43%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 1,49%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,25%. (Com Reuters)

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