Gás e alumínio atingem novas máximas; petróleo e trigo avançam com turbulência na oferta

Os preços das commodities subiram ainda mais com a invasão da Rússia à Ucrânia entrando na sua segunda semana.

Reuters
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Ilya Naymushin/Reuters
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Sanções aplicadas a entidades russas após a invasão da Ucrânia perturbaram cadeias de fornecimento de recursos

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Os preços das commodities subiram ainda mais hoje (3), quando a invasão russa da Ucrânia entrou na segunda semana, interrompendo os fluxos globais de matérias-primas e elevando o gás natural, carvão e alumínio para máximas recordes, enquanto o petróleo e o trigo escalaram para picos de vários anos.

A estatura da Rússia como um dos principais fornecedores de petróleo, gás, metais e grãos significou que duras sanções aplicadas a entidades russas após a invasão da Ucrânia por Moscou perturbaram cadeias críticas de fornecimento de recursos.

Na semana passada, desde que a Rússia lançou sua invasão, os preços do gás holandês mais que dobraram, o carvão de Newcastle subiu 85% e o petróleo Brent disparou.

VEJA TAMBÉM: Preços de commodities disparam com invasão da Rússia à Ucrânia

O petróleo Brent ampliou os ganhos para quase R$605,00 o barril, a máxima em quase uma década, após uma nova rodada de sanções dos EUA que visam o setor de refino de petróleo da Rússia.

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Também impulsionaram o mercado de petróleo dados indicando que os estoques nos Estados Unidos, o maior consumidor de petróleo do mundo, atingiram mínimas de vários anos.

Embora as sanções anteriores não atingissem especificamente o setor de energia, elas visavam transações financeiras e bancos, que dificultavam as capacidades de exportação da Rússia, cujas exportações de petróleo representam cerca de 8% da oferta global.

Os preços do gás holandês tocaram um recorde de R$1.110 por megawatt-hora, enquanto os futuros de carvão de Newcastle também estão em alta desde que as sanções foram aplicadas ao terceiro maior exportador, subindo para um recorde de R$2.220 a tonelada nesta semana.

Nos mercados de metais, o alumínio avançou para outro pico recorde, atingindo R$18.881 a tonelada na Bolsa de Metais de Londres, enquanto o níquel subiu 8% para seu maior nível em 11 anos.

A Rússia responde por cerca de 6% do alumínio do mundo e cerca de 7% do fornecimento global de minas de níquel.

O metal precioso paládio, pelo qual a Rússia responde por 40% da produção global, saltou até 4,8%, para quase R$14.132 por onça, uma nova máxima de sete meses.

No mercado de grãos, a Rússia e a Ucrânia responderam por 29% das exportações globais de trigo em 2021, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, então os preços globais do trigo subiram para tentar acomodar uma grande queda na oferta de ambos os países.

Os futuros de trigo dos EUA subiram 7,2%, para R$56,32 por bushel, seu maior valor desde março de 2008.

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