Ibovespa abre em alta animado com expectativas para esta Super Quarta

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos devem aumentar as taxas de juros a fim de conter a inflação elevada.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 1,37% na abertura do pregão de hoje (16), a 110.458 pontos, às 10h30, horário de Brasília. Investidores aguardam as decisões de política monetária dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos nesta tarde, que devem aumentar as taxas de juros a fim de conter a inflação elevada.

O Federal Reserve, banco central norte-americano, deve aumentar as taxas de juros pela primeira vez em quatro anos, ao encerrar a sua reunião de dois dias às 15h do horário de Brasília. As expectativas do mercado são de um aumento de 0,25 ponto-percentual na taxa dos Fed funds, que ficaria entre 0,25% e 0,5%.

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Já o Copom (Comitê de Política Monetária) deve anunciar a nova taxa Selic no fim da tarde. Espera-se que os juros passarão de 10,75% para 11,75% ao ano, embora alguns analistas apostem em uma alta de 1,5 ponto-percentual, para 12,25%, por conta de uma inflação pior do que o esperado.

“Essa é a primeira reunião do Copom depois do início da guerra na Ucrânia, então os participantes do mercado estão interessados em saber como o nosso Banco Central vai se comportar, já precificando esse conflito”, aponta Arthur Borges, especialista em renda variável da Blue3.

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Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) registram ganhos de 0,03% e 0,23%, respectivamente, enquanto o petróleo Brent é negociado em leve alta. A fim de conter o avanço dos preços dos combustíveis, o Congresso aprovou hoje uma mudança na cobrança do ICMS, que estabelece uma alíquota uniforme para todos os estados brasileiros.

O dólar opera em queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,1399 na venda.

Na Ásia, o mercado acionário de Hong Kong fechou em alta de mais de 9%, após recuar 5% ontem (15). Os fortes ganhos foram impulsionados por falas do vice-primeiro-ministro da China, Liu He, que pediu aos órgãos do governo que adotem políticas amigáveis ao mercado financeiro.

“Todas as políticas que tenham impacto significativo sobre os mercados de capital devem ser coordenadas com departamentos de gestão financeira antes, a fim de manter a estabilidade e consistência das expectativas”, diz Liu.

Ontem (15), as empresas chinesas listadas em Hong Kong foram ao menor nível desde 2008, pressionadas por preocupações com o crescimento do país asiático e aumento das tensões geopolíticas.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 9,08%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,86%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 1,64%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 3,48%.

Na Europa, os principais índices operam em alta. A Rússia e a Ucrânia enfatizaram nesta quarta-feira novas possibilidades de acordo, com discussões para que a Ucrânia assuma um status semelhante ao da Áustria ou da Suécia, membros da União Europeia que estão fora da aliança militar ocidental Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que as negociações estão se tornando “mais realistas”. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que há “alguma esperança de compromisso”, com status neutro para a Ucrânia – uma importante demanda russa – agora sobre a mesa.

“As negociações estão se aproximando de um fim que não é tão puxado para a Rússia, e nem tão puxado para a Ucrânia, atingindo o meio termo”, comenta Borges.

Por volta das 10h30, o Stoxx 600 ganhava 2,41%; na Alemanha, o DAX subia 2,40%; na França, o CAC 40 operava em alta de 2,94%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 2,63%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 1,23%. (Com Reuters)

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