Ibovespa abre em alta apesar de queda nos preços do petróleo

Os EUA devem anunciar ainda hoje planos para liberar até 1 milhão de barris de petróleo por dia da reserva energética do país.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,20% na abertura do pregão de hoje (31), a 120.531 pontos, às 10h35, horário de Brasília. O dia é marcado por cautela nos mercados internacionais, enquanto investidores analisam dados de inflação dos Estados Unidos e os preços do petróleo caem.

O PCE (índice de preços de gastos com consumo) subiu 0,4% em fevereiro, em linha com as expectativas dos economistas consultados pela Refinitiv. Esse é o indicador mais utilizado pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, como termômetro da inflação no país.

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Na base anual, o indicador registrou alta de 5,5%, ficando bem acima da meta de 2%.

O petróleo Brent cai aproximadamente 4% nesta manhã, sendo negociado a US$ 107 o barril. O presidente dos EUA, Joe Biden, deve anunciar ainda hoje planos para liberar até 1 milhão de barris de petróleo por dia da reserva energética do país, a fim de conter os preços do petróleo.

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Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuam 1,20% e 0,70%, respectivamente, enquanto a Vale (VALE3) avança 0,63%.

No cenário doméstico, investidores continuam acompanhando as costuras políticas para a corrida presidencial. Ontem (30), o governo aprovou a exoneração de nove ministros que serão candidatos nas próximas eleições.

O dólar opera em queda de 0,47%, sendo negociado a R$ 4,7642 na venda, em sessão que promete ser volátil devido à formação da taxa Ptax de fim de março.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em queda, após dados mostrarem que a atividade nos setores industrial e de serviços do país entrou em território negativo em março.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria caiu a 49,5 no mês, enquanto o PMI de serviços recuou a 48,4. A última vez em que ambos os PMIs foram simultaneamente abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, foi no início da pandemia.

Agora, a segunda maior economia do mundo corre o risco de desacelerar com força conforme as autoridades restringem a produção e a mobilidade em cidades afetadas pela nova onda de Covid-19, incluindo Xangai e Shenzhen.

O Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,06%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em baixa de 0,20%. Já no Japão, o índice Nikkei perdeu 0,73%, enquanto o Shangai, na China continental, caiu 0,44%.

Na Europa, os principais índices operam em baixa. Segundo dados preliminares divulgados hoje, a inflação continuou a subir nas maiores economias da região, com os preços na Itália atingindo alta de 6,7% em março na comparação anual, e os preços na França subindo 4,5% em fevereiro.

Os dados, juntamente com as leituras altíssimas da Alemanha e da Espanha ontem, sugerem que a inflação da zona do euro a ser divulgada amanhã (1º) ficará bem acima de 7%, superando as expectativas e bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu.

Outros dados, porém, mostraram que o desemprego na zona do euro caiu para um recorde de baixa de 6,8% em fevereiro. “É possível verificar que o nível de desemprego já volta para os patamares anteriores à pandemia, inclusive até menores do que estavam naquela época”, comenta Artur Borges, especialista em renda variável da Blue3.

Por volta das 10h35, o Stoxx 600 perdia 0,28%; na Alemanha, o DAX recuava 0,60%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 0,67%; na Itália, o FTSE MIB caía 0,28%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 cedia 0,23%. (Com Reuters)

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