Ibovespa abre em queda em dia de cautela nos mercados internacionais

Apesar das reuniões diplomáticas que ocorreram na última semana por conta da guerra na Ucrânia, houve poucos avanços relevantes.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,36% na abertura do pregão de hoje (18), a 112.670 pontos, às 10h17, horário de Brasília. O índice acompanha os mercados internacionais, que se mostram menos otimistas com os avanços das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. No cenário doméstico, a Petrobras permanece em foco.

Apesar das diversas reuniões diplomáticas que ocorreram na última semana por conta da guerra na Ucrânia, poucos avanços relevantes foram registrados, e os ataques russos continuam a todo vapor.

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Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem uma conversa programada com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma tentativa de isolar Moscou da única grande potência que ainda não condenou seu ataque.

A guerra entrou em seu 23º dia hoje.

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Os preços internacionais do petróleo oscilam entre perdas e ganhos nesta sessão, embora permaneçam acima de US$ 100 o barril. Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) acompanham o movimento, reagindo às pressões do governo para reduzir os preços dos combustíveis.

Em nota divulgada ao mercado hoje, a petroleira afirmou que “tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade, e mantém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços”.

A nota foi divulgada após o presidente Jair Bolsonaro cobrar a estatal sobre uma redução nas cotações, depois de o Brent ter ficado abaixo de US$ 100 mais cedo esta semana. Ele também falou sobre a “possibilidade” de substituição do CEO da empresa, o general da reserva Joaquim Silva e Luna.

O dólar opera em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,0601 na venda, acompanhando recuperação da divisa norte-americana no exterior em dia de menor apetite por risco.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta pela terceira sessão consecutiva, após uma enxurrada de garantias na última semana, por parte do governo, de fornecer mais apoio à economia.

Liderando os ganhos, o índice imobiliário saltou 6,66%, impulsionado por esperanças de que as autoridades afrouxarão as restrições de crédito para estimular a compra de imóveis e aliviar uma severa crise de liquidez enfrentada pelo setor.

No Japão, o índice acionário também fechou em alta. Como esperado pelo mercado, o seu banco central deixou inalterada a meta para os juros de curto prazo em -0,1% e a dos rendimentos dos títulos de dez anos em torno de 0%, ao final de sua reunião de política monetária nesta sexta-feira.

O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,41%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,84%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,65%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 1,12%.

Na Europa, os principais índices registram perdas. Segundo dados divulgados hoje, a balança comercial da zona do euro apresentou déficit pelo terceiro mês seguido em janeiro, pressionada pelo aumento dos preços da energia.

A Eurostat informou que o déficit comercial foi de € 27,2 bilhões, em comparação com o superávit de € 10,7 bilhões um ano antes. O aumento ocorreu mesmo antes da invasão da Ucrânia pela Rússia levar a mais altas de custo.

Por volta das 10h17, o Stoxx 600 perdia 0,35%; na Alemanha, o DAX recuava 1,05%; na França, o CAC 40 operava em queda de 1,03%; na Itália, o FTSE MIB caía 0,92%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 cedia 0,63%. (Com Reuters)

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