Ibovespa abre perto da estabilidade, em linha com exterior

O dólar opera em alta de 0,71%, sendo negociado a R$ 4,7805 na venda.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera próximo à estabilidade, com ligeira alta de 0,02% na abertura do pregão de hoje (28), a 119.107 pontos, às 10h23, horário de Brasília. O índice segue o movimento dos mercados internacionais, que repercutem os últimos acontecimentos referentes à guerra entre Rússia e Ucrânia.

O Kremlin disse hoje que a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que Vladimir Putin não poderia permanecer no poder é “alarmante”.

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“Pelo amor de Deus, este homem não pode permanecer no poder”, disse Biden no último sábado (26), ao final de um discurso para uma multidão em Varsóvia. Ele descreveu a invasão russa da Ucrânia como uma batalha em um conflito muito mais amplo entre democracia e autocracia.

A Casa Branca tentou amenizar as observações de Biden, e o próprio presidente reiterou que não estava pedindo uma mudança de regime. A fala, porém, alimentou as acusações de autoridades russas de que os Estados Unidos estão interessados em derrubar Putin.

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Ucrânia e Rússia se preparam hoje para as primeiras negociações de paz cara a cara em mais de duas semanas, com Kiev insistindo que não fará concessões sobre a integridade territorial da Ucrânia, conforme o curso no campo de batalha muda a seu favor.

No cenário doméstico, investidores repercutem a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que o ciclo de alta da Selic deve se encerrar com juros em 12,75% ao ano. Esse patamar deve ser alcançado na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que acontecerá em maio.

O dólar opera em alta de 0,71%, sendo negociado a R$ 4,7805 na venda, tentando pausar uma série de oito desvalorizações diárias consecutivas.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, reagindo aos dados que mostraram que os lucros da indústria da China subiram 5% no período de janeiro a fevereiro, em comparação com o ano anterior. O crescimento foi impulsionado pela disparada dos preços do petróleo e do carvão.

Os ganhos, contudo, foram limitados depois que um lockdown em Xangai levantou temores de desaceleração econômica.

O centro financeiro chinês de Xangai informou ontem (27) que fará um lockdown na cidade em duas etapas para realizar testes de Covid-19 durante o período de nove dias, após ter reportado um novo recorde diário de infecções assintomáticas.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,31%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,40%. Já no Japão, o índice Nikkei perdeu 0,73%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 0,07%.

Na Europa, os principais índices operam em alta. Os ganhos são liderados pelo setor financeiro, que é apoiado pelas perspectivas de altas de juros nos principais bancos centrais do mundo.

Por volta das 10h25, o Stoxx 600 ganhava 0,80%; na Alemanha, o DAX subia 1,57%; na França, o CAC 40 operava em alta de 1,43%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 1,55%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,42%.

No cenário das commodities, o petróleo Brent cai mais de 6%, sendo negociado a US$ 110 o barril, em decorrência das paralisações na China, que afetam negativamente a demanda pela commodity.

Já o minério de ferro atingiu uma máxima de sete meses hoje, com traders aplaudindo a decisão da China de aumentar sua injeção de fundos de curto prazo para combater qualquer possível aperto de liquidez do mercado. (Com Reuters)

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