Ibovespa cai com fracasso na reunião entre Ucrânia e Rússia; Petrobras anuncia reajustes

A petroleira realizou hoje um reajuste nos preços da gasolina e do diesel, que passaram para R$ 3,86 e R$ 4,51 por litro, respectivamente.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,39% na abertura do pregão de hoje (10), a 113.453 pontos, às 10h19, horário de Brasília. O índice acompanha o movimento dos mercados internacionais, que voltam a operar em baixa após a reunião entre chanceleres da Rússia e da Ucrânia ter terminado sem acordo.

Os ministros das relações exteriores da Rússia e da Ucrânia se reuniram hoje, na Turquia, pela primeira vez desde o início dos conflitos. A esperança de que o encontro resultasse em uma negociação de paz, porém, foi encerrada após os chanceleres apontarem desacordos.

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Dmytro Kuleba, da Ucrânia, disse que a Rússia ainda exige a rendição completa do país. Já o russo Sergey Lavrov disse que a Ucrânia parecia querer “reuniões por ter reuniões”.

A guerra entre Rússia e Ucrânia entrou na sua terceira semana hoje.

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Alta da gasolina

No cenário das commodities, o avanço nos preços do petróleo continua no radar, com o Brent registrando alta de mais de 4%. A Petrobras anunciou hoje um reajuste nos preços da gasolina e do diesel, que passaram para R$ 3,86 e R$ 4,51 por litro, respectivamente. É o primeiro reajuste em quase dois meses.

Os papéis da petroleira (PETR3 e PETR4) registram altas de 4,38% e 5,07%, respectivamente.

O destaque também fica para os fertilizantes, cujos preços dispararam desde o início dos conflitos, após as exportações da Rússia e Belarus serem bloqueadas. O Brasil, dependente dos produtos desses países, tem insumos garantidos até junho.

Entre os indicadores domésticos, o foco é para as vendas no varejo, que tiveram alta de 0,8% em janeiro na comparação com dezembro. Esse foi o melhor resultado em três anos, mas o número ainda é inferior ao patamar pré-pandemia, por conta do cenário ainda afetado pela inflação e pelos juros altos no país.

O dólar opera em alta de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,0399 na venda.

Nos Estados Unidos, os índices futuros registram queda. Investidores aguardam os dados de inflação no país, que devem ter alta de 7,9% em fevereiro, refletindo o aumento nos preços de energia e commodities.

Na Europa, os principais índices também caem, aguardando a decisão do BCE (Banco Central Europeu) sobre a taxa de juros do bloco, a ser divulgada nesta manhã. As atenções também se voltam para a entrevista da presidente do BCE, a vir posteriormente, que deve dar mais informações sobre como a autoridade monetária vê o atual momento econômico.

Por volta das 10h19, o Stoxx 600 caía 2,20%; na Alemanha, o DAX recuava 3,48%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 3,28%; na Itália, o FTSE MIB perdia 4,10%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 cedia 1,68%.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, refletindo o sentimento otimista predominante nos mercados ontem, antes da conclusão da reunião entre Ucrânia e Rússia.

Além disso, várias empresas na China divulgaram voluntariamente seus desempenhos mensais, a fim de estabilizar a confiança dos investidores. Empresas listadas no país asiático tipicamente divulgam orientações financeiras e resultados trimestralmente, e não a cada mês.

“A conclusão do mercado de que elas querem estabilizar a confiança é bem fundada”, disse Rukim Kuang, fundador do Lens Company Research.

O Shanghai Securities News, jornal estatal do país, ecoou as informações corporativas, argumentando em matéria de primeira página que os fundamentos sólidos da economia chinesa garantiram uma fundação para o desenvolvimento dos mercados financeiros.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,27%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,50%; no Japão, o índice Nikkei ganhou 3,94%; o Shangai, na China continental, subiu 1,22%. (Com Reuters)

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