Ibovespa fica estável na abertura, em dia de cautela com visita de Biden à Europa

Na agenda do dia, as atenções também se voltam aos pronunciamentos de Jerome Powell e Campos Neto.

Isabella Velleda
Compartilhe esta publicação:

Acessibilidade


O Ibovespa opera perto da estabilidade, com queda de 0,01% na abertura do pregão de hoje (23), a 117.261 pontos, às 10h20, horário de Brasília. O índice acompanha o clima de cautela que prevalece no cenário internacional, com a visita do presidente norte-americano, Joe Biden, à Europa, para falar sobre novas restrições econômicas a Moscou.

Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, afirmou que Biden e seus correspondentes europeus anunciarão, ainda nesta semana, novas sanções contra a Rússia e medidas para apertar as sanções existentes.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

Em sua visita, Biden também discutirá um protocolo de reação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em caso de uso de armas nucleares pela Rússia, e apresentará uma “ação conjunta” para melhorar a segurança de energia na Europa.

O petróleo Brent é negociado em alta de 3,44%, se aproximando da faixa de US$ 120 o barril. Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) avançam 1,03% e 1,14%, respectivamente.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

No cenário doméstico, o foco é para os riscos fiscais.

“Ontem, o governo decidiu zerar até o fim do ano impostos de sete produtos [café, margarina, queijo, macarrão, açúcar, óleo de soja e etanol], além de reduzir em 10% permanentemente tarifas de importação de bens de capital e informática”, aponta Lucas Carvalho, especialista em renda variável da Blue3.

“Ou seja, o governo faz uma renúncia fiscal, o que eleva a incerteza do mercado.”

Na agenda do dia, as atenções também se voltam aos pronunciamentos de Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, e de Campos Neto, presidente do Banco Central brasileiro, sobre o aumento nas taxas de juros dos países.

O dólar opera em queda de 0,35%, sendo negociado a R$ 4,8972 na venda, engatando o sexto dia seguido de perdas.

Na Europa, os principais índices operam em baixa, acompanhando o desenrolar da guerra na Ucrânia, que completa 28 dias hoje.

Mariupol, cidade ao sul do país, segue completamente cercada pelas forças russas. Intensos ataques aéreos da Rússia atingiram a cidade ontem à noite, um dia depois de ela rejeitar a exigência de rendição feita por Moscou.

Quatro semanas depois de uma guerra que expulsou um quarto dos 44 milhões de ucranianos de suas casas, a Rússia ainda não conseguiu capturar uma única grande cidade ucraniana.

Por volta das 10h20, o Stoxx 600 perdia 0,96%; na Alemanha, o DAX recuava 1,37%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 1,05%; na Itália, o FTSE MIB caía 0,90%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 cedia 0,13%.

Na Ásia, as principais bolsas fecharam no positivo, após declarações das autoridades chinesas prometendo manter uma política monetária que apoie a economia e crie “uma expansão de crédito.”

No Japão, a coalizão governista concordou em compilar um novo pacote de estímulos para amortecer o impacto econômico do aumento dos preços de combustíveis e grãos causados ​​pela guerra na Ucrânia.

O primeiro-ministro, Fumio Kishida, que lidera o Partido Liberal Democrata, disse que ordenará que o governo comece a compilar o pacote já na próxima semana.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,21%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,53%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 3,00%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 0,34%.

Compartilhe esta publicação: