Ibovespa volta aos 117 mil pontos e dólar cai à mínima de nove meses

A moeda norte-americana emendou o quinto pregão de queda e fechou a R$ 4,9167.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa fechou hoje (22) em alta de 0,96%, a 117.272 pontos, impulsionado pelos ganhos dos principais índices de Wall Street. O pregão foi pautado pela divulgação da ata da última reunião do Copom, que mostrou que o órgão prevê mais um aumento de um ponto percentual na Selic em maio.

O dólar passou por um novo dia de quedas e caiu à mínima de nove meses, chegando a ficar abaixo dos R$ 4,90. A moeda recuou 0,55% cotada a R$ 4,9167 no fechamento das negociações.

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As empresas Eneva (ENEV3) e PetroReconcavo (RECV3) informaram, na tarde de hoje, que realizaram ofertas vinculantes para a compra do polo Bahia-Terra, pertencente à Petrobras (PETR3/PETR4). As ações das possíveis compradoras subiram 6,65% e 7,72%, enquanto os papéis da Petrobras caíram 0,64% e 0,44%.

Apesar das fortes altas nas negociações de ontem (21), as empresas que têm como matéria-prima o minério de ferro não se saíram bem hoje. Os preços das commodities registraram quedas no mercado internacional por causa de interrupções na produção da China, que adotou novas medidas de combate à Covid-19.

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Os papéis da Vale (VALE3) recuaram 2,24%, os da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) caíram 1,47% e as ações da CSN (CSNA3) perderam 1,33%.

Do lado positivo, a varejista Americanas (AMER3) contou com fortes altas no pregão, de 6,67%. Méliuz (CASH3) também obteve desempenho positivo de 6,05%.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,74% a 34.807 pontos; o S&P 500 cresceu 1,13%, a 4.511 pontos; e o Nasdaq teve aumento de 1,95% a 14.108 pontos.

Nos Estados Unidos, investidores ainda digerem a decisão do Federal Reserve, banco central dos EUA, da última quarta (16) de elevar a taxa de juros do país em 0,25 pontos percentuais. Começa a ganhar força a visão de que o reajuste deveria ter sido mais agressivo para ter efeito sobre a crescente inflação vista no país.

A presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, disse nesta terça-feira acreditar que o “principal risco” para a economia é a inflação alta demais, que pode piorar à medida que a invasão da Ucrânia pela Rússia impulsiona os preços do petróleo e o combate da China à Covid-19 interrompe ainda mais as cadeias de abastecimento.

“Mesmo que tenhamos essas incertezas em torno da Ucrânia e da pandemia, ainda é hora de apertar a política monetária nos Estados Unidos”, afirmou Daly em um evento virtual da Brookings Institution.

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