Ibovespa abre em alta com balanços corporativos e indicadores

Após o fechamento de ontem (27), a Vale reportou lucro líquido de US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre, uma baixa anual de 18%.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,74% na abertura do pregão de hoje (28), a 110.162 pontos, às 10h20, horário de Brasília. O índice acompanha o ritmo dos mercados internacionais, em sessão marcada por balanços corporativos e indicadores econômicos.

Após o fechamento de ontem (27), a Vale (VALE3) reportou lucro líquido de US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre, uma baixa anual de 18%, mas acima do consenso do mercado. Já a Petrobras (PETR3 e PETR4) reportou, no mesmo período, uma produção de 2,796 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (boed), alta de 1,1% na base anual.

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As ações das duas empresas sobem 3,66%, 1,18% e 0,96%, respectivamente, ajudando o índice a sustentar o seu segundo dia seguido de ganhos.

Entre os indicadores domésticos, o destaque é para o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), que passou a subir 1,41% em abril, depois de avanço de 1,74% em março, ficando abaixo das expectativas do mercado.

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“Importantes commodities agrícolas contribuíram para o arrefecimento da inflação ao produtor. Soja, milho e café, grãos que respondem por 13% do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo], apresentaram queda média de 7,3% e contribuíram para o recuo de 1 ponto percentual na taxa do IPA”, explicou o coordenador dos índices de preços, André Braz.

Por outro lado, os custos de refino de petróleo e de alimentos pesaram sobre o IPP (Índice de Preços ao Produtor), que acelerou com força para alta de 3,13% em março, após subir 0,54% em fevereiro.

O dólar opera em alta de 0,89%, sendo negociado a R$ 5,0117 na venda, acompanhando mais uma vez a ampla força da moeda norte-americana no exterior.

Nos Estados Unidos, os índices futuros registram alta, apesar de dados econômicos desanimadores. O PIB (Produto Interno Bruto) do país caiu a uma taxa anualizada de 1,4% no último trimestre, segundo estimativa do Departamento de Comércio. Esse foi o primeiro declínio desde o início da pandemia.

“Mas resultados de grandes empresas de tecnologia, como Apple, Amazon e Twitter, podem trazer um pouco mais de bom humor para a sessão”, comenta Dennis Esteves, especialista em renda variável da Blue3.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, depois que o primeiro-ministro, Li Keqiang prometeu estabilizar o emprego e reavivar as cadeias de abastecimento.

Além disso, uma nova queda no número de casos diários de Covid-19 ajudou a levantar os ânimos. O número diário de casos da doença caiu pelo quinto dia consecutivo, chegando a 11.367 novos casos ontem, contra 14.298 um dia antes.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,65%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,23%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 1,75%, enquanto o Shangai, na China continental, avançou 0,58%.

Na Europa, os principais índices operam em alta, acompanhando os resultados corporativos. As tensões na Ucrânia, porém, limitam os ganhos, enquanto investidores ainda digerem a decisão de Moscou de interromper o fornecimento de gás à Bulgária e à Polônia ontem.

Nesta manhã, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que Europa deve parar de depender comercialmente da Rússia. “Quanto mais cedo a Europa reconhecer que não pode depender da Rússia para o comércio, mais cedo será possível garantir estabilidade nos mercados europeus”, disse.

Por volta das 10h20, o Stoxx 600 ganhava 0,73%; na Alemanha, o DAX subia 1,46%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,98%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 1,10%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,93%. (Com Reuters)

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