Ibovespa abre em alta em sessão marcada por dados econômicos e greve do BC

Inicia-se hoje a greve dos servidores do BC por reajuste salarial, que poderá interromper parcialmente o Pix.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,99% na abertura do pregão de hoje (1º), a 121.190 pontos, às 10h15, horário de Brasília. O dia é marcado pela repercussão da greve dos funcionários do Banco Central no cenário doméstico e pela divulgação de dados econômicos.

Inicia-se hoje a greve dos servidores do BC por reajuste salarial, que poderá interromper parcialmente o Pix. O presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), Fábio Faiad, indicou “uma radicalização sem precedentes” do movimento se o BC ficar fora do reajuste salarial concedido aos policiais.

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A notícia permanece no radar dos investidores pois mexe com as contas do governo e, portanto, com os riscos dos ativos brasileiros.

Os papéis da Vale (VALE3) registram alta de 1,10%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) sobem 0,77% e 0,54%, respectivamente. O petróleo Brent é negociado em leve queda de 0,50%, a US$ 104 o barril.

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Entre os indicadores, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), da S&P Global, mostrou que a indústria brasileira voltou a registrar crescimento em março pela primeira vez em cinco meses, diante da recuperação das novas encomendas e da produção, apesar da guerra na Ucrânia.

O PMI subiu a 52,3 em março, de 49,6 em fevereiro, voltando a ficar acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, pela primeira vez desde outubro e na máxima em seis meses.

O dólar opera em queda de 1,33%, sendo negociado a R$ 4,6959 na venda.

Nos Estados Unidos, os futuros dos índices sobem, após o payroll mostrar que a criação de vagas de trabalho no país continuou a ter força em março, com a taxa de desemprego caindo a nova mínima de dois anos de 3,6% e os salários voltando a acelerar.

Na Europa, os principais índices operam em alta, apesar de dados econômicos desanimadores.

Segundo a Eurostat, a inflação anual na zona do euro disparou a 7,5% em março, batendo nova máxima recorde, depois de chegar a 5,9% em fevereiro. O dado ficou bem acima da expectativa de 6,6%, impulsionado pela guerra na Ucrânia e pelas sanções à Rússia que elevaram os preços dos combustíveis e do gás natural a recordes.

Embora a energia tenha exercido o maior peso, a inflação dos alimentos, serviços e bens duráveis também ficou acima da meta de 2% do Banco Central Europeu, mostrando que a alta dos preços é generalizada e não apenas um reflexo do petróleo caro.

Por volta das 10h15, o Stoxx 600 ganhava 0,50%; na Alemanha, o DAX subia 0,30%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,44%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 0,79%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,13%.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, com as incorporadoras imobiliárias sustentando os ganhos, após dados mostrarem que a atividade industrial contraiu no ritmo mais forte em dois anos em março.

O PMI de indústria do Caixin/Markit caiu a 48,1 em março, indicando a taxa mais forte de contração desde fevereiro de 2020, contra 50,4 no mês anterior.

A deterioração das condições da indústria ficou em linha com o PMI oficial divulgado ontem (31), que mostrou que a atividade chinesa contraiu no ritmo mais forte desde outubro de 2021. A pesquisa privada do Caixin foca mais em empresas pequenas em regiões costeiras.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,19%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,21%. Já no Japão, o índice Nikkei perdeu 0,56%, enquanto o Shangai, na China continental, avançou 0,94%. (Com Reuters)

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