Ibovespa abre em queda com maior inflação para março em 28 anos

O IPCA avançou 1,62% no mês passado, seguindo alta de 1,01% em fevereiro, maior taxa para o mês desde março de 1994.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,37% na abertura do pregão de hoje (8), a 118.420 pontos, às 10h10, horário de Brasília, após o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de março vir acima do esperado.

O índice avançou 1,62% no mês passado, seguindo alta de 1,01% em fevereiro, maior taxa para o mês desde março de 1994.

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O peso mais expressivo voltou a ser combustíveis, que tiveram alta de 6,70%, depois de novo reajuste de preços da Petrobras no mês passado. O reajuste teve como pretexto a alta do petróleo no mercado internacional em meio à guerra na Ucrânia.

“O índice subiu além do esperado pelo mercado (na média 1,3%), o que deve gerar uma maior pressão para o aumento da taxa de juros”, comenta Fabiano Braun, sócio da Matriz Capital.

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Por outro lado, aliviando um pouco as pressões dos preços, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou ontem (7) que a conta de luz vai cair 18% no mês que vem, sem “canetada” e sem impor riscos financeiros às empresas do setor, refletindo a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas.

“Destaco também que hoje o Banco Central terá uma reunião fechada com os principais banqueiros do país, podendo a inflação ser um dos temas principais da conversa”, complementa Braun.

O dólar permanece estável, com leve alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 4,7424 na venda.

Na Europa, os principais índices operam em alta, apagando as perdas acumuladas na semana. Investidores se concentram no primeiro turno das eleições francesas, que deve mostrar uma disputa acirrada entre a candidata de extrema-direita Marine Le Pen e o atual presidente Emmanuel Macron.

Macron, de centro-esquerda, é visto como favorito, mas a rival Le Pen tem subido nas pesquisas nas últimas semanas, deixando sua vitória dentro das margens de erro. Os dois principais candidatos da votação irão para o primeiro turno no domingo (10), e um segundo turno em 24 de abril.

Por volta das 10h10, o Stoxx 600 ganhava 0,96%; na Alemanha, o DAX subia 1,04%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,93%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 1,66%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 1,07%.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, impulsionado por expectativas de novas medidas de flexibilização da política monetária para apoiar a economia do país.

“As restrições por conta da Covid-19 continuam a ter um impacto negativo na economia chinesa e no seu mercado de trabalho. Os mercados esperam que as autoridades cortem as taxas de juros ou tomem outras medidas de flexibilização já na próxima semana”, avaliam economistas do OCBC Wing Hang Bank em nota.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,29%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,70%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,36%, enquanto o Shangai, na China continental, avançou 0,47%. (Com Reuters)

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