Ibovespa acompanha mercados internacionais e fecha em queda de 1,97%

Dólar reverte movimento de queda e tem maior alta em três semanas .

Vitória Fernandes
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O Ibovespa fechou hoje (5) em queda de 1,97%, a 118.885 pontos, acompanhando o dia negativo das bolsas internacionais após o governo dos Estados Unidos impor novas sanções à Rússia.

Nesta tarde, o Departamento do Tesouro anunciou sanções a um importante site russo da darknet e a uma exchange de criptomoedas que, segundo a pasta, opera principalmente em Moscou e São Petersburgo. Para amanhã (6), a expectativa é que o país e seus aliados proíbam novos investimentos na Rússia e aumentem restrições a instituições financeiras e empresas estatais do país.

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Uma perspectiva mais hawkish (a favor do aperto monetário) de Lael Brainard, diretora do Federal Reserve, banco central dos EUA, também deixou os mercados preocupados. Ela afirmou hoje que espera altas metódicas dos juros e reduções rápidas no balanço do Fed para levar a política monetária a uma “posição mais neutra” neste ano.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda. O Dow Jones perdeu 0,80% a 34.641 pontos; o S&P 500 recuou 1,26%, a 4.525 pontos; e o Nasdaq caiu 2,26% a 14.204 pontos.

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Por aqui, a maioria das ações do Ibovespa fecharam no campo negativo. “Hoje o mercado aproveitou para realizar um pouco de lucro, principalmente nos setores que haviam subido bastante, como bancos e commodities, mas acredito que seja um movimento pontual”, afirma Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

O Banco do Brasil (BBAS3) recuou 2,65%, o Bradesco (BBDC4) perdeu 2,79%, o Itaú (ITUB4) desvalorizou 2,02% e o Santander (SANB11) caiu 1,79%. As ações do setor também são pressionadas pelo segundo dia de greve dos servidores do Banco Central.

As companhias que têm minério de ferro e petróleo como matéria-prima também fecharam o dia em queda. Vale (VALE3), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Braskem (BRKM5) perderam 2,89%, 2,57%, 2,42% e 3,30%.

Do lado positivo, a Multiplan (MULT3) liderou as altas do pregão após divulgar prévia operacional do 1º trimestre de 2022 que agradou os investidores. Os papéis da companhia subiram 2,10%.

O dólar reverteu o movimento de queda e se valorizou nas negociações de hoje, chegando a ser cotado a R$ 4,70, após atingir a mínima de R$ 4,60 ontem (4). A moeda teve a maior alta das últimas três semanas e encerrou o dia com avanço de 1,13%, negociada a R$ 4,6598 na venda.

O clima externo arisco, ditado por temores de enxugamento de liquidez mais acelerado nos Estados Unidos e pelas tensões da guerra na Ucrânia, serviu de argumento para compras de dólares que deixaram o real entre as moedas de pior desempenho no dia. Discussões sobre eventuais aumentos de salários de servidores públicos no Brasil também reforçaram o viés conservador dos negócios. (Com Reuters).

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