Twitter aprova oferta de Elon Musk para comprar rede social por US$ 44 bilhões

Conselho da companhia havia rejeitado as tentativas de aquisição pelo bilionário, mas voltou atrás e fechou o negócio na tarde de hoje.

Vitória Fernandes
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O conselho de administração do Twitter aprovou, na tarde de hoje (25), a proposta de compra da empresa por Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo, pelo valor de US$ 54,20 (R$ 266,50) por ação, em espécie.

A operação avaliou a companhia em cerca de US$ 44 bilhões (R$ 213,4 bilhões).

“O Conselho do Twitter conduziu um processo cuidadoso e abrangente para avaliar a proposta de Elon com foco deliberado em valor, certeza e financiamento”, disse o presidente do Twitter, Bret Taylor, em comunicado. “A transação proposta proporcionará um prêmio substancial em dinheiro e acreditamos que é o melhor caminho a seguir para os acionistas do Twitter.”

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As ações do Twitter (TWTR e TWTR34) subiam 6,25% e 8,70% por volta das 16h, enquanto os papéis da Tesla (TSLA e TSLA34), fabricante de carros elétricos fundada por Musk, perdiam 2,27% nos Estados Unidos e subiam 0,06% no Brasil.

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A aproximação entre o primeiro lugar do ranking de bilionários da Forbes e a rede social começou em 4 de abril, quando Musk comprou uma participação de 9,2% na empresa por US$ 2,89 bilhões. Pouco tempo depois, no dia 14, o bilionário propôs a oferta para a compra da totalidade da rede social por US$ 46,5 bilhões. As ações do Twitter subiram mais de 30% este mês.

Nos últimos dias, Musk conseguiu reunir a quantia prometida e criou novas empresas para serem as controladoras da rede social, o que chamou a atenção do mercado.

Porém, o Twitter não parecia muito animado com a proposta. Para barrar a oferta, o conselho adotou, no dia 15, o recurso do “poison pill” (ou “pílula de veneno”). Esse mecanismo permite que a companhia aumente o número de ações ofertadas, o que reduz o preço dos papéis e dilui a participação do comprador indesejado.

Musk tem sido forte crítico do Twitter e compartilha com seus 83 milhões de seguidores na rede social suas dúvidas sobre as políticas da empresa e se elas infringem as leis de liberdade de expressão.

Ele já afirmou que planeja mudar parte dessas diretrizes, além de abrir a possibilidade de publicação de tuítes mais longos e compartilhamento do código fonte da plataforma, entre outros pontos.

“A liberdade de expressão é a base de uma democracia funcional, e o Twitter é a praça pública digital onde os assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos”, disse Musk em comunicado.

“Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando os bots de spam e autenticando todos os humanos. O Twitter tem um tremendo potencial – estou ansioso para trabalhar com a empresa e a comunidade de usuários para desenvolvê-lo.”

 

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