Apple deve aumentar a produção fora da China por causa das restrições à Covid

Lockdown leva empresa a estimar em R$ 39 bilhões a queda nas vendas causada pela escassez na cadeia de suprimentos

Nicholas Reimann
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 HECTOR RETAMAL/AFP/Getty Images
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Bandeira nacional chinesa é exibida em frente a uma loja da Apple, em Xangai

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A Apple está trabalhando para aumentar a produção de seus produtos fora da China, de acordo com o Wall Street Journal, na tentativa de reduzir a dependência do país, onde restrições rígidas da Covid interromperam os negócios.

A empresa informou algumas de suas montadoras sediadas na China sobre suas ambições, segundo o jornal, citando fontes com conhecimento das discussões.

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A Apple está de olho no Vietnã ou na Índia como países para aumentar a produção, embora as tensões políticas entre Pequim e Nova Délhi possam dificultar a instalação de fabricantes chineses na Índia.

A China tem sido o centro de produção da Apple, com fábricas produzindo mais de 90% dos principais produtos da empresa, como iPhones, MacBooks e iPads, informou o Journal, referenciando analistas. A Apple não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Forbes.

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O ressurgimento da Covid na China levou o país a implementar novamente bloqueios totais que essencialmente confinam os residentes em suas casas por longos períodos de tempo.

A política de “zero Covid” do país o colocou em desacordo com a abordagem dos países ocidentais de viver em grande parte com coronavírus e levou a críticas sobre se as medidas de bloqueio são necessárias ou até mesmo humanas.

Sua abordagem para a Covid levou a backups da cadeia de suprimentos, especialmente para produtos que se deslocam pela cidade portuária altamente populosa de Xangai. As empresas ocidentais também intensificaram recentemente os esforços para se distanciar da China, por causa da relutância do país em condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia e a detenção forçada de uigures em Xinjiang.

A estimativa de US$ 8 bilhões (R$ 39 bilhões) é o quanto as vendas da Apple podem cair devido à escassez da cadeia de suprimentos causada principalmente pelas políticas de bloqueio da Covid na China, disse a empresa em uma teleconferência do segundo trimestre no mês passado.

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