Autoridades de Finanças do G7 planejam como acabar com a estagflação

Depois de subestimar a inflação em 2021, a maioria dos bancos centrais estão agora focados em conter os preços que vêm subindo no ritmo mais rápido em décadas

Reuters
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Thilo Schmuelgen/Reuters
Thilo Schmuelgen/Reuters

Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen. possa para foto com o ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, e com o presidente do BC alemão, Joachim Nagel

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Os principais representantes de bancos centrais e ministros das Finanças do mundo reunidos perto da Rocha do Dragão, na Alemanha, hoje (19), têm sua própria fera para destruir: a estagflação.

Os líderes financeiros do Grupo dos Sete se reúnem no momento em que a guerra na Ucrânia eleva o custo das matérias-primas, enquanto novas restrições relacionadas à pandemia na China desaceleraram o comércio global, levantando o espectro de um período sustentado de inflação alta e estagnação econômica.

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“Teremos que discutir o que podemos fazer juntos em nossas respectivas áreas de responsabilidade para evitar cenários de estagflação”, disse o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, a repórteres quando os líderes chegaram para a reunião de dois dias.

O hotel palaciano em Koenignswinter, onde o evento é realizado, tem vista para Drachenfels, ou Rocha do Dragão, onde o herói da lenda medieval dos Nibelungos, Siegfried, supostamente matou um dragão que vivia em uma caverna na montanha.

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Tão letal e intratável quanto um monstro mitológico, a estagflação não tem solução fácil: estimule a economia e os preços vão fugir do controle ainda mais rápido, feche as torneiras do dinheiro e você sufocará o crescimento econômico.

Depois de subestimar a inflação durante a maior parte do ano passado, a maioria dos bancos centrais, dos Estados Unidos à Europa e Austrália, estão agora obstinadamente focados em conter os preços que vêm subindo no ritmo mais rápido em décadas.

E os ministros das Finanças estão preocupados que a economia se deteriore ainda mais à medida que as sanções contra a Rússia tornam a importação de matérias-primas mais caras – sobrecarregando os orçamentos das famílias, assim como os custos dos empréstimos também aumentam.

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