Azul tem salto de receita no 1º tri, reduz prejuízo ajustado e projeta Ebitda recorde em 2022

A empresa anunciou hoje (9) que sua receita líquida de janeiro a março deu um salto de 74,9% ano a ano, para R$ 3,19 bilhões.

Reuters
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A Azul teve receita recorde no primeiro trimestre de 2022, o que a ajudou a reduzir seu prejuízo, à medida que a companhia aérea gradualmente se recupera dos efeitos da pandemia e ainda lida com pressões de custos elevados do combustível e da forte volatilidade cambial.

A empresa anunciou hoje (9) que sua receita líquida de janeiro a março deu um salto de 74,9% ano a ano, para R$ 3,19 bilhões, acima dos níveis pré-pandemia, mesmo com o impacto da variante Ômicron no período.

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A Azul fechou o trimestre com prejuízo líquido ajustado de R$ 808,4 milhões, perda 24,4% menor do que um ano antes.

Considerando efeitos não recorrentes, como de marcação a mercado e variação cambial, a Azul lucrou R$ 2,66 bilhões no trimestre, após prejuízo de R$ 2,65 bilhões em igual período do ano passado.

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A contínua flexibilização das medidas de isolamento social junto com aumento das tarifas permitiram à Azul ter um resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) 357% maior ante um ano antes, a R$ 592,7 milhões, com a margem dando um salto de 11,5 pontos percentuais, a 18,6%.

Isso mesmo com aumento de 57% no preço médio do combustível de aviação, o que foi compensado em parte com ganhos de produtividade e a alta de 4,3% do real em relação ao dólar.

Porém, a Azul seguiu apertada pelas despesas financeiras, que cresceram 12,7% ano a ano, para R$ 969,1 milhões.

Projeções

Para o segundo trimestre, a Azul projeta alcançar seu recorde em termos de receita operacional e RASK, receita operacional por assentos-quilômetro oferecidos.

Em fato relevante paralelo, a companhia aérea disse que espera Ebitda recorde de R$ 4 bilhões em 2022 e de R$ 5,5 bilhões em 2023. Em 2019, período pré-pandemia, o Ebitda da empresa foi de R$ 3,6 bilhões.

A Azul também projetou encerrar 2022 com alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda na casa das 5 vezes, pretendendo reduzir o número ao patamar começando com 4 no ano seguinte e com 3 em 2024.

A companhia também espera aumentar sua capacidade em 10% em 2022 contra 2019 e elevar o indicador RASK em 20% na mesma comparação.

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