Bostic diz que Fed pode adotar “talvez duas, talvez três” altas de juros de 0,5 p.p. e depois avaliar

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WASHINGTON (Reuters) – O Federal Reserve pode manter aumentos de 0,5 ponto percentual dos juros nas próximas duas ou três reuniões e então avaliar como a economia e a inflação estão respondendo antes de decidir se serão necessários novos aumentos, disse o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic.

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O aumento de meio ponto adotado pelo Fed na semana passada “já é um movimento bastante agressivo. Não acho que precisaremos agir ainda mais agressivamente”, disse Bostic em comentários à Bloomberg nesta segunda-feira que parecem descartar um aumento mais forte de 0,75 ponto.

“Acho que podemos manter este ritmo e esta cadência e ver realmente como os mercados evoluem … Vamos agir algumas vezes, talvez duas, talvez três vezes, ver como a economia responde, ver se a inflação continua se aproximando de nossa meta de 2%, e então podemos fazer uma pausa e ver como as coisas estão indo.”

A trajetória de juros delineada por Bostic está alinhada a expectativas do chair do Fed, Jerome Powell, compartilhadas em entrevista coletiva da semana passada, quando ele disse que havia suporte para aumentos de 0,5 ponto nas próximas duas reuniões do Fed, mas que ajustes maiores não estavam sendo ativamente considerados.

Investidores e muitos economistas sentem que o Fed será forçado a promover uma série ainda mais agressiva de aumentos de juros para domar a inflação, que está rodando às taxas mais altas em várias décadas.

Mas Bostic disse ter esperança de que parte dos problemas da cadeia de suprimentos e outros fatores que estão aumentando o ritmo dos aumentos de preços se voltarão a favor do Fed –um aceno à linguagem anterior do banco central, de que a inflação elevada seria transitória.

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“Minha esperança é de que muitas das coisas que estão fora de nosso controle, coisas como interrupções na cadeia de suprimentos e afins, cheguem a um lugar melhor”, disse Bostic. “Se começarmos a ver movimento no lado da oferta, isso significa que temos que pressionar menos a demanda” por meio de aumentos nos juros.

(Reportagem de Howard Schneider)

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