Clima de cautela predomina no exterior e Ibovespa cai na abertura

O índice acompanha o movimento das bolsas internacionais, que ainda reagem aos dados de inflação nos Estados Unidos.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,56% na abertura do pregão de hoje (12), a 103.852 pontos, às 10h15, horário de Brasília. O índice é pressionado pelo recuo das commodities e acompanha o movimento das bolsas no exterior, que ainda reagem aos dados de inflação nos Estados Unidos.

O petróleo Brent registra perdas de 1,7%, sendo negociado a US$ 105 o barril, dando sequência a uma semana de volatilidade por conta dos temores sobre inflação e possível recessão. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) registravam baixa de 0,77% no mesmo horário.

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Divulgado ontem (11), o CPI (índice de preços ao consumidor) dos Estados Unidos veio acima das expectativas do mercado, avançando 0,3% em abril. O dado é preocupante pois mantém viva a possibilidade de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, irá acelerar o seu aperto monetário.

Os índices futuros de Nova York operam em queda, com o Dow Jones recuando 0,42%, o Nasdaq caindo 1,55%, e o S&P cedendo 0,80%.

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No cenário local brasileiro, um ponto de alívio é o volume do setor de serviços do Brasil, que cresceu 1,7% em março em relação a fevereiro, e teve alta de 11,4% na comparação anual. Os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,7% na comparação mensal e de 8,5% na base anual.

O dólar opera em alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,1777 na venda.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em queda. A inflação mais forte do que o esperado nos Estados Unidos afetou o sentimento dos investidores, apesar do declínio dos casos de Covid-19 e das promessas de autoridades de sustentar a economia.

Analistas, incluindo estrategistas do Morgan Stanley, disseram que a volatilidade do mercado no curto prazo permanecerá, devido à política de Covid zero da China, às tensões geopolíticas e ao aperto monetário dos EUA.

O número de novos casos de Covid-19 na região continuou a diminuir, com o país reportando 1.917 novos casos ontem, em comparação com 1.927 um dia antes.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,24%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 2,14%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 1,77%, enquanto o Shangai, na China continental, caiu 0,12%.

Na Europa, os principais índices operam em baixa, reagindo à notícia de que a economia do Reino Unido encolheu inesperadamente em março, a uma taxa de 0,1%, devido a problemas na cadeia de abastecimento.

O PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,8% nos três primeiros meses de 2022, abaixo da previsão de 0,9% do banco central e da expectativa de 1,0% em pesquisa da Reuters.

Na base mensal, o PIB está agora 1,2% acima de seu nível pré-Covid, de fevereiro de 2020. No entanto, grande parte da recuperação reflete gastos maiores com saúde – em alta de 11% desde o início da pandemia – enquanto os serviços ao consumidor ainda estão 7% abaixo do nível pré-Covid.

Por volta das 10h15, o Stoxx 600 recuava 1,87%; na Alemanha, o DAX perdia 2,21%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 2,48%; na Itália, o FTSE MIB cedia 1,65%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caía 2,02%. (Com Reuters)

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