Hapvida (HAPV3) cai mais de 16% após divulgar prejuízo no 1º trimestre

Nos primeiros meses de 2022, a empresa reverteu o desempenho positivo de 2021

Naty Falla
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As ações da Hapvida (HAPV3) figuraram entre as maiores baixas do pregão de hoje (17), após a empresa divulgar um prejuízo no primeiro trimestre. Os papéis tiveram queda de 16,84%, negociados a R$ 6,52.

Nos primeiros meses de 2022, o grupo de medicina e planos de saúde reverteu o desempenho positivo de R$ 152 milhões em 2021 e reportou prejuízo líquido de R$ 182 milhões.

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O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 414 milhões de janeiro a março, o que representa uma queda de 11,3% no comparativo anual.

O que dizem os analistas

Segundo analistas do Itaú BBA, a Hapvida iniciou o ano com números fracos tanto no faturamento, quanto na lucratividade, o que já indicava uma reação negativa do mercado.

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“Embora a ação tenha sofrido recentemente com as expectativas de resultados fracos, acreditamos que o desempenho da base de beneficiários ficou consideravelmente abaixo das expectativas do mercado e pode pressionar nossas estimativas de receita. […] O pior ainda não passou”, afirmam os analistas em relatório.

A base de beneficiários diminuiu 64 mil vidas no período. Para o banco, o dado foi significativamente afetado por um aumento nos distratos, provavelmente causado pelo ambiente macroeconômico fraco no início do ano e os ajustes em andamento na operação de Belo Horizonte.

Já para os analistas da Ativa Investimentos, os altos custos assistenciais no período pesaram sobre a operação da companhia, e se somaram à pressão do ticket-médio, o que acabou impactando as margens.

“A piora no resultado financeiro, decorrente do aumento da Selic e do maior endividamento, cuja alavancagem se encontra em 2,8x, resultaram em prejuízo líquido no trimestre. Diante de uma alta sinistralidade e margem Ebitda pressionada, o resultado liga um sinal de alerta”, disseram os especialistas em relatório.

Para a corretora, a empresa precisará de um processo bem-sucedido de integração de suas aquisições para recuperar margem, além de voltar a crescer organicamente o número de beneficiários.

Os analistas do Goldman Sachs, por sua vez, apontam que as perdas foram resultado do maior custo dos serviços, com a sinistralidade caixa consolidada avançando para 72,9% no trimestre, devido a um aumento tanto na empresa, quanto na NotreDame Intermédica (GDIN3). As duas companhias realizaram fusão em fevereiro deste ano.

“As receitas ficaram praticamente em linha com nossas estimativas, já que a empresa registrou uma adição líquida de vidas no trimestre. Esperamos uma reação negativa do mercado, tendo em vista os resultados mais fracos do que o esperado”, afirmaram.

(Atualizado após o fechamento do mercado)

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