Ibovespa abre em queda com temores sobre desaceleração econômica na China

O índice acompanha os mercados internacionais, que têm sessão de aversão ao risco após dados econômicos do país asiático.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,47% na abertura do pregão de hoje (9), a 104.664 pontos, às 10h09, horário de Brasília. O índice acompanha os mercados internacionais, que têm sessão de aversão ao risco após dados evidenciarem impactos econômicos da política de “Covid zero” na China.

As exportações chinesas cresceram 3,9% em abril em relação ao ano anterior, caindo acentuadamente em relação ao crescimento de 14,7% registrado em março. Foi o ritmo mais lento desde junho de 2020.

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Os números fracos mostram que o setor comercial, que responde por cerca de um terço do PIB (Produto Interno Bruto) da China, está perdendo força à medida que lockdowns em grandes centros como Xangai afetam as cadeias de abastecimento.

No cenário local, os papéis da Vale (VALE3) registram perdas de 0,71%, na esteira da queda nos preços do minério de ferro, por conta das preocupações sobre a demanda da commodity no país asiático.

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O dólar opera em alta de 1,14%, sendo negociado a R$ 5,1331 na venda.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou estável, pressionado por empresas dos setores financeiro e de consumo, enquanto investidores analisam o impacto econômico dos lockdowns contra a Covid-19.

Aliviando os temores, por outro lado, o banco central da China disse hoje (9) que vai intensificar o apoio à economia em desaceleração, mantendo a liquidez razoavelmente ampla, dando prioridade à estabilidade e tomando medidas para aumentar a confiança.

O BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,67%. Já no Japão, o índice Nikkei recuou 2,53%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 0,09%.

Na Europa, os principais índices operam em baixa, reagindo aos dados de exportação na China e aos impactos econômicos da guerra na Ucrânia.

O índice Sentix para a zona do euro, que mede a confiança dos investidores, caiu para -22,6 em maio, de -18,0 em abril. Pesquisa da Reuters havia apontado para uma leitura de -20,8 em maio. Segundo Manfred Huebner, diretor administrativo da Sentix, “a recessão está se tornando visível”.

Por volta das 10h09, o Stoxx 600 recuava 1,65%; na Alemanha, o DAX perdia 1,24%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 1,56%; na Itália, o FTSE MIB cedia 1,49%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caía 1,67%. (Com Reuters)

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