Ibovespa opera entre perdas e ganhos, acompanhando clima de cautela no exterior

Os mercados continuam reagindo ao aumento dos juros promovido pelo Federal Reserve, banco central norte-americano.

Isabella Velleda
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O Ibovespa registra leve queda de 0,15% na abertura de hoje (6), a 105.150 pontos, às 10h10, horário de Brasília, ao início de sessão volátil. O índice acompanha o clima global de cautela, que ontem (5) o levou a quase zerar os ganhos acumulados em 2022 e fez as bolsas de Nova York registrarem a maior queda em dois anos.

Os mercados continuam reagindo ao aumento dos juros promovido pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, e analisando o avanço dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

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“Isso provoca um fluxo de capital muito grande”, aponta Wilson Sorio Neto, especialista em renda variável da Blue3. “O investidor tira os recursos de países emergentes, como o Brasil, e os coloca em pontos mais seguros, como a economia americana.”

Nesta manhã, os índices futuros de Nova York operam em baixa. O destaque do dia é o payroll, que mostrou que os Estados Unidos criaram 428 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em abril, e que a taxa de desemprego se manteve em 3,6%, o menor patamar em dois anos.

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O dólar opera em alta de 0,87%, sendo negociado a R$ 5,0619 na venda.

Na Europa, os principais índices registram perdas, com investidores digerindo falas de autoridades do BCE (Banco Central Europeu) sobre a possibilidade de aumentos na taxa de juros até o fim do ano.

François Villeroy de Galhau, presidente do banco central francês, disse hoje que o BCE deveria levar sua taxa de depósito de volta ao território positivo este ano, em comentários que apontam para seu apoio a pelo menos três aumentos dos juros em 2022. “Exceto novos choques imprevistos, eu acharia razoável entrar em território positivo até o final deste ano”, disse ele.

O BCE tem agido lentamente para remover o suporte econômico este ano, mas a inflação recorde e as expectativas de preços no longo prazo têm levado um número crescente de autoridades a defender um fim mais rápido para quase uma década de suporte não convencional.

Por volta das 10h10, o Stoxx 600 recuava 1,50%; na Alemanha, o DAX perdia 1,15%; na França, o CAC 40 operava em baixa de 1,27%; na Itália, o FTSE MIB cedia 0,57%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caía 1%.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em queda, após a promessa de Pequim de intensificar a política de Covid zero atingir a confiança dos investidores e alimentar preocupações sobre uma nova desaceleração econômica.

A China irá combater quaisquer comentários e ações que distorçam, coloquem em dúvida ou neguem a de resposta do país à Covid-19, informou a televisão estatal ontem, após uma reunião do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista, o mais alto órgão decisório da China.

“A economia mal foi mencionada na reunião, sugerindo que Pequim pode ter se tornado mais determinada a manter a estratégia de Covid zero”, disse o Nomura em uma nota.

O Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 3,81%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 1,56%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,69%, enquanto o Shangai, na China continental, caiu 2,16%. (Com Reuters)

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