Ibovespa sobe 1,18% acompanhando o clima positivo de Nova York

Dólar recua 1,22% e atinge R$ 4,76

Monique Lima
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Depois de um fechamento no zero a zero ontem (25), o Ibovespa acompanhou o bom humor de Wall Street hoje (26) e fechou em alta de 1,18%, aos 111.870 pontos. Os índices em Nova York prolongaram a repercussão positiva da ata do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) divulgada na quarta, na qual os membros do Fed indicam um próximo aumento dos juros limitado a 50 pontos-base, ou 0,5 pontos percentuais.

Anteriormente, a perspectiva de uma posição mais agressiva do BC americano em relação às taxas também ampliava o medo dos investidores de que os Estados Unidos fechariam o ano com um crescimento econômico negativo.

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O PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre dos EUA, divulgado hoje, mostrou um recuo maior do que o esperado (-1,5% ante expectativa de -1,3%). O resultado aplacou os temores do mercado de que o Fed pesasse a mão na próxima reunião de política monetária e resultou em uma sessão de recuperação das baixas dos últimos dias.

Os principais índices dos EUA fecharam com fortes altas: o Dow Jones subiu 1,61%, a 32.638,44 pontos; o S&P avançou 1,99%, a 4.057,94 pontos; e o Nasdaq ganhou 2,68%, a 11.740,65 pontos.

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Além do clima positivo em Wall Street, também movimentou o Ibovespa hoje a alta na cotação do petróleo (+2,74% o barril Brent e 3,41% o barril WTI) e do minério de ferro (+2,18% em Dalian), com as empresas de commodities reproduzindo os ganhos.

As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) subiram 0,31% e 0,25%, respectivamente. Outras petroleiras, como PetroRio (PRIO3) e 3R Petroleum (RRRP3) também registraram ganhos, de 1,86% e 3,39%, respectivamente.

Contudo, a maior alta do dia ficou para a Cielo (CIEL3), que subiu 11,30%, a R$ 4,04. Além do clima favorável a risco, as ações da empresa de maquininhas também contou com a elevação da recomendação de seus papéis para compra pelo JPMorgan, com sinalização de potencial valorização de 45% até o fim de 2022.

O banco apontou a estabilização no market share da companhia depois de anos e a disciplina de custos combinada com a capacidade de repasse dos preços como pontos positivos do último balanço da empresa.

Outro destaque foram as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que disputou com a Cielo a maior alta: os papéis avançaram 9,70%, a R$ 4,07.

No campo negativo, as ações das elétricas caíram influenciadas por discussões em Brasília sobre o reajuste da conta de luz, além do avanço na proposta de privatização da Eletrobras (ELET3). Puxaram as perdas o Grupo Energisa (ENGI11), que recuou 2,88%; a Taesa (TAEE3), que registrou baixa de 2,77%; e Cemig (CMIG4), que cedeu 2,58%.

O dólar encerrou o dia em baixa de 1,22% com os investidores voltando sua atenção para os ativos de risco. A moeda fechou cotada a R$ 4,7609 na venda.

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