Nubank (NU): "Maioria dos investidores querem manter as ações após lock-up", diz Vélez

Segundo o cofundador e presidente-executivo do Nubank, acionistas estão cientes das oportunidades de crescimento da fintech

Redação
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David Vélez, cofundador e presidente-executivo do Nubank

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A maior parte dos investidores do Nubank (NU), presos a um prazo de carência para vender as ações da fintech, sinalizaram que pretendem manter os papéis após o vencimento do prazo do lock-up pós IPO, disse o cofundador e presidente-executivo do banco digital, David Vélez, à Reuters.

Nas últimas semanas, as ações do Nubank tiveram forte queda na bolsa, em meio a receios de que o mercado fosse encharcado com ações do banco após o lock-up, dentro de regras da oferta inicial de ações (IPO), em dezembro.

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Desde o início da abertura de capital, os papéis da fintech já derreteram 39,2%, segundo dados da plataforma TC/Economatica, o que resultou em uma perda de US$ 16 bilhões (R$ 81 bilhões) em valor de mercado.

A Nu Holdings, controladora do Nubank, divulgou ontem (16) que teve lucro ajustado de US$ 10,1 milhões (R$ 51,16 milhões) no primeiro trimestre, ante prejuízo de US$ 13,1 milhões (R$ 66,36 milhões) na mesma etapa de 2021.

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Aumento na base de clientes

Segundo Vélez, os acionistas estão cientes das oportunidades de crescimento do banco, que tem conseguido expandir a base de clientes e receitas em ritmo superior ao dos grandes bancos de varejo no país, à medida que avança na venda de produtos como seguros, crédito e investimentos.

No fim de março, o Nubank chegou a 59,6 milhões de clientes. No Brasil, o número de usuários brasileiros aumentou 55% em 12 meses, a 57,3 milhões, passando agora a ter como clientes um em cada 3 adultos no país.

“Apesar do forte crescimento das receitas ano a ano, nós ainda fazemos seis vezes menos receitas por cliente do que os grandes bancos de varejo”, disse Vélez ao veículo, complementando que as vendas cruzadas “ainda são pequenas”.

A Nu Holdings apurou receita recorde de US$ 877,2 milhões ( no trimestre em questão, o que mostra um crescimento de 226% sobre um ano antes. O custo médio mensal de atendimento por cliente ativo totalizou 0,7 dólar, queda de 30% na comparação anual.

A inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias cresceu 0,70 ponto na base sequencial, para 4,2%. Segundo o banco, a taxa seguiu abaixo dos níveis registrados antes da Covid, da média histórica da companhia e da média do mercado para esta época do ano e subiu em linha com o esperado.

O executivo afirmou que, com cerca de 16 bilhões de reais em caixa, o Nubank está pronto para levar adiante seu plano de crescimento, inclusive por meio de fusões e aquisições. (Com Reuters)

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