Renault vende participação em russa Avtovaz, mas deixa brecha para retorno

A mudança preservou o desempenho do grupo e sua capacidade de retornar ao país no futuro em um contexto diferente

Reuters
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Stephane Mahe/Reuters

A Renault avaliou seus ativos russos em 2,2 bilhões de euros (US$ 2,29 bilhões – R$ 11,69 bilhões) no ano passado

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A Renault venderá sua participação majoritária na montadora russa Avtovaz para um instituto de ciências russo supostamente por apenas 1 rublo, mas o negócio inclui opção para comprar a fatia de volta dentro de seis anos, deixando a porta aberta para o retorno da montadora francesa à Rússia.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que para preservar milhares de empregos a fábrica da Renault na cidade seria usada para reiniciar a produção da marca Moskvich da era soviética.

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A montadora ocidental mais exposta ao mercado russo disse na segunda-feira que sua participação de quase 67,69% na Avtovaz seria vendida para o Instituto Central Russo de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores, chamado Nami.

“O fechamento dessas transações não está sujeito a nenhuma condição e todas as aprovações necessárias foram obtidas”, acrescentou.

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Duas fontes familiarizadas com a situação disseram à Reuters que a Renault Rússia e a participação da Avtovaz foram vendidas por 1 valor simbólico de 1 rublo cada.

A Renault avaliou seus ativos russos em 2,2 bilhões de euros (US$ 2,29 bilhões – R$ 11,69 bilhões) no ano passado.

“Hoje, tomamos uma decisão difícil, mas necessária, e estamos fazendo uma escolha responsável em relação aos nossos 45 mil funcionários na Rússia”, disse o presidente-executivo da montadora, Luca de Meo.

A mudança preservou o desempenho do grupo e sua capacidade de retornar ao país no futuro em um contexto diferente, acrescentou.

De Meo foi claro sobre o desejo da montadora francesa de retornar à Rússia depois que a guerra na Ucrânia for resolvida e relações normais entre os países forem restauradas.

A Renault, 15% de propriedade do Estado francês, confirmou uma baixa contábil de quase 2,2 bilhões para refletir os custos potenciais da suspensão das operações russas.

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