Taxa de desemprego nos EUA deve cair para 3,5% em abril, criação de vagas desacelera

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Por Lucia Mutikani

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WASHINGTON (Reuters) – A taxa de desemprego nos Estados Unidos provavelmente caiu para a mínima pré-pandemia de 3,5% em abril, enquanto a criação de vagas de trabalho deve ter desacelerado em meio à escassez generalizada de trabalhadores, ressaltando o desafio que o Federal Reserve enfrenta para conter a inflação alta.

O relatório de emprego do Departamento do Trabalho, a ser divulgado nesta sexta-feira, também deve mostrar que os salários aumentaram com força no mês passado e destacar os fortes fundamentos da economia, apesar da queda do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre.

“Os consumidores têm dinheiro para queimar e as empresas estão tentando contratar pessoas, mas a escassez de mão de obra está, no mínimo, piorando”, disse Sung Won Sohn, professor de finanças e economia da Universidade Loyola Marymount em Los Angeles. “Acho que estamos vendo o início de uma espiral de preços salariais, e vai ser um osso duro de roer, até mesmo para o banco central”

Os empregadores devem ter aberto 391.000 postos de trabalho no mês passado, após criação de 431.000 em março, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. Isso marcaria uma desaceleração em relação ao ganho médio do primeiro trimestre de 562.000 postos de trabalho por mês e interromperia uma série de 11 meses de aberturas acima de 400.000. As estimativas variavam de 188.000 a 517.000 postos de trabalho.

A taxa de desemprego deve cair para 3,5%, o que seria o nível mais baixo desde fevereiro de 2020. A taxa de desemprego foi de 3,6% em março.

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Havia um recorde de 11,5 milhões de postos de trabalho abertos no último dia de março.

Na quarta-feira, o Federal Reserve aumentou a taxa de juros em o,5 ponto percentual, o maior aumento em 22 anos, e disse que o banco central dos EUA começará a reduzir sua carteira de títulos no próximo mês. O Fed começou a aumentar os juros em março.

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