Chinesa SPIC fecha acordo para implementar geração solar no Brasil

Com o acordo, a SPIC passa a ter uma participação majoritária de 70% nos empreendimentos e entra no segmento de geração de energia solar

Reuters
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Thilo Schmuelgen/Reuters
Thilo Schmuelgen/Reuters

Painéis solares

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A SPIC Brasil, subsidiária da State Power Investment Corporation of China, anunciou hoje (02) a aquisição de dois projetos de geração de energia solar da Canadian Solar que serão construídos na região de Nordeste.

Pela operação, cujo valor não foi revelado, a SPIC passa a ter uma participação majoritária de 70% nos empreendimentos que ficarão nos Estados do Piauí e Ceará, e entra no segmento de geração de energia solar.

Segundo comunicado conjunto, as empresas vão investir mais de 2 bilhões de reais nas usinas, batizadas de Marangatu e Panati-Sitiá, que somam 738 megawatts (MW) de potência.

As obras terão início no segundo semestre deste ano, e a previsão é de entrada em operação até o final de 2023.

Aproximadamente 75% da energia a ser gerada pelos parques solares já estão contratada em acordos de longo prazo junto a consumidores, disseram as empresas. O restante da energia produzida será vendida no mercado livre.

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A aquisição marca o primeiro projeto solar da SPIC no Brasil, segundo a CEO da companhia, Adriana Waltrick.

Com um portfólio de mais de 3 GW, a SPIC Brasil opera atualmente a usina hidrelétrica São Simão (MG/GO), dois parques eólicos na Paraíba e tem participação no complexo de gás natural GNA (RJ).

“A empresa pretende estar entre os três principais players privados de geração de energia até 2025 e o crescimento em fontes renováveis é uma das principais avenidas de crescimento”, disse Marcela Pacola, diretora de Desenvolvimento de Negócios da SPIC Brasil, em nota.

Já para a Canadian Solar, a venda representa uma forma de monetizar seus projetos solares de larga escala, afirmou a presidente e CEO, Shawn Qu, acrescentando que a empresa “continuará a executar e monetizar seu pipeline restante de cerca de 1,8 GWp”.

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