Empresas de saneamento podem quebrar jejum de IPOs no Brasil

O setor foi impulsionado pelo marco regulatório, de 2020, para investimentos privados em serviços de água e saneamento

Reuters
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Paulo Whitaker/ Reuters
Paulo Whitaker/ Reuters

Operação de empresas de saneamento básico

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Duas empresas de saneamento são candidatas a encerrar a seca de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na siga em inglês) no Brasil nos próximos meses.

O setor foi impulsionado pela atualização, em 2020, de marco regulatório para investimentos privados em serviços de água e saneamento. No entanto, os IPOs em todo o mundo vêm desacelerando diante da volatilidade do mercado, sendo que nenhum foi realizado no Brasil até então em 2022.

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A BRK Ambiental, que tem a canadense Brookfield Asset Management como acionistas, busca um IPO para financiar sua expansão, de acordo com um prospecto preliminar protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ao mesmo tempo, a estatal gaúcha Corsan espera retomar uma planejada privatização por meio de IPO até o próximo mês, segundo documentos disponibilizados pela empresa.

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A BRK Ambiental é a segunda maior empresa privada de saneamento do Brasil. A Brookfield tem uma participação de 70% na companhia, adquirida do conglomerado brasileiro Novonor, anteriormente conhecido como Odebrecht.

A empresa planeja uma oferta primária. O BTG Pactual é o coordenador líder. Itaú BBA, Caixa Econômica Federal, Santander Brasil, Bradesco BBI, Citigroup, Safra, Credit Suisse, ABC Brasil e Scotiabank Brasil completam o sindicado de bancos que auxiliará na operação.

A BRK pode levantar até 3 bilhões de reais na oferta, disseram fontes à Reuters quando a empresa começou a considerar a oferta no ano passado.

Já a Corsan, controlada pelo Estado do Rio Grande do Sul, havia pedido registro para IPO em dezembro, mas suspendeu o processo por causa da volatilidade do mercado. A companhia voltou a avançar com a oferta recentemente e o Rio Grande do Sul planeja realizar a operação até julho. O governo estadual já disse publicamente que quer arrecadar cerca de 1,5 bilhão de reais com a transação.

Entre os negócios desencadeados pela mudança regulatória do Brasil em 2020, o fundo de pensão canadense CPPIB adquiriu uma participação de 45% na Iguá Saneamento por 1,1 bilhão de reais no ano passado, empresa que também tentou realizar uma oferta de ações.

Além disso, o Estado do Rio de Janeiro privatizou sua empresa de saneamento Cedae.

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