Empresas de tecnologia da China vão parar negociação secundária de NFTs

As empresas estão entre as 30 companhias e grupos que concordaram com a “Iniciativa de Desenvolvimento de Autodisciplina da Indústria Colecionável Digital”

Reuters
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Dado Ruvic/Reuters
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A China não tem regras claras sobre NFTs, mas tem uma longa tradição de acabar com qualquer tipo de especulação com base na estabilidade financeira

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Gigantes de tecnologia chineses, incluindo Tencent e Ant Group, assinaram um documento para interromper a negociação secundária de colecionáveis ​​digitais e “autorregular” suas atividades no mercado, informou a mídia estatal chinesa hoje (30).

As empresas estão entre as 30 companhias e grupos que concordaram com a “Iniciativa de Desenvolvimento de Autodisciplina da Indústria Colecionável Digital”, na qual ajudarão a impedir o comércio secundário e a especulação de NFTs, de acordo com a Xangai Securities News.

A publicação acrescentou que a iniciativa foi liderada pela Associação da Indústria Cultural Chinesa e que outros signatários incluem Baidu e JD.com.

Os colecionáveis ​​digitais na forma de NFTS (tokens não fungíveis) tornaram-se amplamente populares em todo o mundo nos últimos anos, em grande parte graças a um mercado secundário ativo, altamente especulativo.

A China não tem regras claras sobre NFTs, mas o país tem uma longa tradição de acabar com qualquer tipo de especulação com base na estabilidade financeira. O comércio de criptomoedas, por exemplo, é proibido.

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Ainda assim, muitas empresas chinesas têm experimentado ativamente produtos colecionáveis ​​digitais nos últimos meses, com Tencent e Ant Group abrindo seus próprios mercados online. A agência oficial de notícias Xinhua também divulgou uma coleção NFTs em dezembro passado. Os residentes da China continental só podem comprar NFTs usando o iuan.

A iniciativa de autorregulação que as empresas assinaram hoje (30) contém um total de 14 artigos. Além da proibição de negociação secundária, os signatários devem implementar autenticação de nome real ao vender itens colecionáveis ​​digitais aos usuários.

O pacto também pede que as plataformas garantam que suas tecnologias blockchian sejam “seguras e controláveis” e protejam suficientemente as informações pessoais dos usuários.

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