Fed diz que compromisso em combater inflação é "incondicional"

O chair do Fed, Jerome Powell, testemunhará no Congresso na próxima semana, atualizando parlamentares sobre os planos do Fed de combater a inflação

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Kevin Lamarque/Reuters
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O presidente do Federal Reserve, banco central americano, Jerome Powell

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O Federal Reserve (banco central norte-americano), que no início desta semana fez sua maior alta na taxa de juros em mais de um quarto de século, sinalizou hoje (17) que não deixará nada atrapalhar sua batalha para derrubar a inflação que está punindo as famílias norte-americanas.

“O compromisso do Comitê de restaurar a estabilidade de preços –que é necessária para sustentar um mercado de trabalho forte– é incondicional”, disse o Fed em seu relatório de política monetária semestral ao Congresso, referindo-se ao Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central dos EUA.

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O chair do Fed, Jerome Powell, testemunhará no Congresso na próxima semana, atualizando parlamentares sobre os planos do Fed de combater a inflação e, ao mesmo tempo, buscar o pleno emprego.

O Fed elevou sua faixa de meta de juros para 1,50%-1,75% na quarta-feira e publicou estimativas as quais mostram que a maioria dos formuladores de política monetária apoia a elevação dos juros ainda neste ano para talvez 3,4% e para patamar ainda mais alto em 2023. Economistas alertam que esses aumentos acentuados podem desencadear uma recessão.

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O uso da palavra “incondicional” no relatório sugere que o Fed está disposto a arriscar exatamente isso, a fim de evitar o que vê como uma situação muito pior, em que a inflação fica fora de controle e exerce danos muito mais prejudiciais a longo prazo.

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