Fintech SumUp recebe aporte de até R$380 milhões para unidade brasileira

O aporte faz parte de uma captação global de R$ 3,2 bilhões na companhia sediada em Londres, um investimento liderado pela Bain Capital

Reuters
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A plataforma de serviços financeiros SumUp recebeu um investimento de cerca de R$ 380 milhões para sua operação brasileira

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A plataforma de serviços financeiros SumUp anunciou hoje que recebeu um investimento de cerca de R$ 380 milhões para sua operação brasileira, desafiando o recente esfriamento das expectativas para negócios de alto crescimento, num ambiente de taxas de juros mais altas no mundo todo.

O aporte faz parte de uma captação global de R$ 3,2 bilhões na companhia sediada em Londres, um investimento liderado pela Bain Capital, com participação de fundos administrados por BlackRock, btov Partners, Centerbridge, Crestline, Fin Capital e Sentinel Dome Partners.

O aporte, uma combinação de dívidas e patrimônio, eleva o montante já captado pela fintech para R$ 8,1 bilhões, fazendo o valor de mercado da empresa paraR$ 43 bilhões.

Criada em 2012 com foco em soluções de pagamentos para pequenos lojistas, a SumUp tem hoje cerca de 3 mil funcionários pelo mundo e uma base de 4 milhões de clientes em 35 países. No Brasil, onde tem cerca de 800 empregados, também oferta empréstimos e tem um marketplace.

Segundo Fabiano Camperlingo, presidente da SumUp para América Latina, o aporte reforça a posição do mercado brasileiro como um dos cinco mais importantes para a fintech.

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“Com essa rodada, poderemos fortalecer nossa missão de oferecer o melhor ecossistema de soluções financeiras para as micro e pequenas empresas brasileiras”, afirmou ele em nota.

O anúncio acontece no momento em que diversas startups, inclusive fintechs, têm anunciado demissões no Brasil como parte do ajuste a um cenário de taxas de juros mais altas e queda na avaliação de empresas de alto crescimento.

A própria SumUp demitiu 92 pessoas em maio, segundo o site layoffsbrasil.com, com a companhia atribuindo a redução da equipe à instabilidade econômica global e à alta dos juros.

 

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