Grupo de serviços Atma pede recuperação judicial

A companhia afirma ser "um dos maiores grupos de prestação de serviços do país nas áreas de atendimento a clientes

Reuters
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Colegas de trabalho conversando no escritório

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O grupo de serviços Atma informou hoje (08) que deu entrada em um pedido de recuperação judicial, citando necessidade de equacionar a estrutura de capital de suas empresas e cumprimento de obrigações de dívida.

O pedido foi ajuizado na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da comarca de São Paulo.

A companhia afirma ser “um dos maiores grupos de prestação de serviços do país nas áreas de atendimento a clientes por meio da Liq; manutenção industrial, com a Elfe; e serviços de tecnologia, com a Solvian”.

“O ajuizamento do pedido de recuperação judicial viabilizará a conclusão do projeto de reestruturação do Grupo Atma e a implementação dos seus objetivos de excelência operacional, rentabilidade e de geração de emprego”, afirmou a empresa em fato relevante ao mercado.

A empresa terminou o primeiro trimestre com uma relação dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de 1,7 vez ante 1,1 vez no mesmo período de 2021 e 1,2 vez no final do ano passado.

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O patrimônio líquido somava cerca de 76 milhões de reais em março e a dívida líquida 169,4 milhões.

O Atma disse que “tem cerca de 125 milhões de reais retidos em juízos trabalhistas, 196 milhões de reais retidos em demandas tributárias e mais de 51 milhões de reais retidos com clientes a título acautelatório, para fazer frente a contingências trabalhistas”, segundo o protocolo da recuperação judicial.

O grupo empregava no final de março cerca de 24,76 mil pessoas ante aproximadamente 28,35 mil no primeiro trimestre de 2021.

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