Haverá mais altas de juros à frente em luta "dolorosa" do Fed contra inflação, diz Mester

Mester afirmou não acreditar que a situação atual exija que o Fed sacrifique um mercado de trabalho forte para reduzir a inflação

Reuters
Compartilhe esta publicação:
Kevin Lamarque/Reuters
Kevin Lamarque/Reuters

Sede do Federal Reserve em Washington, EUA

Acessibilidade


O banco central dos Estados Unidos precisa aumentar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual em cada uma de suas próximas duas reuniões e, em seguida, avaliar se a inflação moderou o suficiente para diminuir o ritmo dos ajustes ou se é necessário acelerar mais ainda, disse a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester.

Embora esse processo possa ser “doloroso” para famílias e empresas, afirmou ela, seria pior permitir que a inflação –agora em máxima de 40 anos de mais de três vezes a meta de 2% do Fed– continue a minar o poder de compra e prejudicar o ímpeto econômico.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

“Os mercados financeiros podem permanecer muito voláteis à medida que as condições financeiras apertam ainda mais; o crescimento pode desacelerar um pouco mais do que o esperado por alguns trimestres; e a taxa de desemprego pode se mover temporariamente acima das estimativas de seu nível de longo prazo”, disse Mester em comentários preparados para o Conselho de Economia Empresarial da Filadélfia. “Isso será doloroso, mas a inflação alta também é.”

Mester afirmou não acreditar que a situação atual exija que o Fed sacrifique um mercado de trabalho forte para reduzir a inflação.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Mas ela deixou claro que encara pesquisas recentes que mostram o aumento das expectativas de inflação como uma preocupação séria, e que não está convencida de que o salto dos preços tenha atingido seu pico.

“O risco de recessão aumentou, mas como o impulso da demanda agregada subjacente e a demanda por mão de obra são tão fortes, ainda é possível argumentar que, à medida que a demanda e a oferta se equilibram melhor, uma desaceleração acentuada pode ser evitada, com o crescimento desacelerando para um ritmo de tendência este ano, as condições do mercado de trabalho permanecendo saudáveis ​​e a inflação caindo para uma faixa de 4,5% a 5,5% este ano e cedendo ainda mais em 2023”, disse Mester.

Compartilhe esta publicação: