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Ibovespa abre em queda acompanhando as Bolsas de NY

Após divulgação de ligeira alta na produção industrial do Brasil em maio e criação de empregos acima do esperado nos EUA, mercado se preocupa com mais juros à frente

4 min

O Ibovespa abriu em queda hoje (3), com um recuo de 0,65%, a 111.667 pontos, às 10h10 (horário de Brasília). O principal índice da Bolsa brasileira repercute a divulgação da produção industrial de abril, que veio ligeiramente abaixo do consenso, e os dados de criação de empregos nos Estados Unidos (payroll), que desacelerou frente a abril, mas superou o consenso.

Depois de um crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano frente ao quarto do ano passado, a produção industrial de abril apresentou um ligeiro avanço de 0,1%. Trata-se do terceiro mês seguido de alta, acumulando um avanço de 1,4% no período.

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André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), explica que, embora modesta, há uma melhora no comportamento da indústria, caracterizada pelos últimos três meses de resultados positivos. Porém, essa mudança ainda é insuficiente para compensar as perdas do passado.

No radar corporativo, o destaque fica para o início do período de reserva de ações da Eletrobras (ELET3 e ELET6) no processo de capitalização. A oferta pública poderá movimentar até R$ 35 bilhões se acionar os lotes adicionais e prevê a diluição do capital do governo na empresa, para menos de 50%.

A precificação da ação está prevista para o próximo dia 9 de junho. Na abertura do pregão de hoje, os papéis ordinários abriram em queda de 1,94%, a R$ 42,29, e as ações preferenciais caíam 0,59%, a R$ 42,20.

Internacional

Lá fora, os futuros de Nova York operam no negativo após a divulgação do payroll. O Departamento do Trabalho americano divulgou que foram criadas 390 mil vagas em maio, acima dos 325 mil que a pesquisa feita pela Reuters indicava.

Embora acima do esperado, o número significa uma desaceleração frente abril, quando o payroll apontou a criação de 436 mil empregos (dado revisado ante 428 mil anterior).

A taxa de desemprego se manteve em 3,6%, enquanto a projeção era de que oscilasse negativamente para 3,5%. Já os ganhos médios de salário por hora tiveram uma alta efetiva de 0,3% na comparação mensal; a expectativa era por um aumento de 0,4%.

Às 10h10 (horário de Brasília) os índices futuros do Dow Jones, S&P e Nasdaq recuavam em 0,69%, 0,96% e 1,46%, respectivamente.

Junto com os dados de inflação, o payroll é um dos indicadores avaliados pelo banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve, Fed)para a tomada de decisão sobre a política monetária do país. Com dados de criação de empregos positivos, a preocupação do mercado é de que o Fed mantenha a postura restritiva dos juros.

Ontem (2), a vice-presidente do BC, Lael Brainard, afirmou que as expectativas de alta dos juros em 0,5 ponto percentual neste mês e no próximo são razoáveis. Contudo, ela não vê razão para suspender o aperto monetário nos meses seguintes. “Neste momento é muito difícil ver uma pausa. Ainda temos muito trabalho a fazer para que a inflação desça para nossa meta de 2%.”

Na Europa, as bolsas operam de forma mista após dados das vendas no varejo da zona do euro ficarem bem abaixo do esperado em abril (-1,3% ), enquanto economistas esperavam por uma ligeira alta de 0,3%. Por outro lado, houve crescimento empresarial em maio, sustentado por serviços.

“A forte demanda por serviços ajudou a sustentar um ritmo robusto de crescimento econômico em maio, sugerindo que a zona do euro está expandindo a uma taxa equivalente a crescimento do PIB de pouco mais de 0,5%”, disse Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global. “Entretanto, os riscos parecem estar inclinados para o lado negativo nos próximos meses”, acrescentou.

Com isso, a Bolsa de Londres apresentava queda de 0,98% às 10h15 (horário de Brasília), a Bolsa da Alemanha operava entre perdas e ganhos (+0,02%), na Itália, o FTSE MIB perdia 0,83% e o Stoxx 600, da Europa, permanecia estável (-0,02%).

As Bolsas asiáticas encerraram o último pregão da semana em alta, acompanhando os ganhos de Nova York de ontem, com pouca liquidez devido os mercados chineses estarem fechados por feriado. Em Seul, o Kospi subiu +0,44% e, em Tóquio, o Nikkei avançou +1,27%. Hong Kong, Xangai e Shenzhen não operaram.

O dólar comercial abriu em alta hoje, com ganhos de 0,82%, a R$ 4,8279 às 10h05 (horário de Brasília).

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