Ibovespa fecha em queda e testa 98 mil pontos com temor fiscal no radar

Na contramão do índice, as ações da Fleury (FLRY3) registraram forte alta, de 16,10%, após anúncio de acordo com Hermes Pardini (PARD3)

Naty Falla
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O Ibovespa encerrou o último pregão de junho, e do primeiro semestre deste ano, em queda de 1,08% e chegou aos 98.542 pontos, acompanhando o mau humor do mercado global e com temor fiscal no radar dos investidores. No acumulado de junho, o principal índice da Bolsa brasileira registrou perdas de 11,50%.

Na contramão do desempenho negativo do indicador, as ações de Fleury (FLRY3) foram destaque da sessão de hoje (30). Os papéis da empresa tiveram forte alta de 16,10% após acertar a aquisição da Hermes Pardini (PARD3), que também subiu (+18,99%).

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As companhias esperam que a transação traga aumento de competitividade no setor de saúde e medicina diagnóstica “com complementaridade geográfica e presença nacional, além do reforço do crescimento orgânico e inorgânico”.

As ações de Hapvida (HAPV3), Telefônica Brasil (VIVT3), MRV (MRVE3) e Tim (TIMS3) também aparecem entre as maiores valorizações do dia, com altas de 16,10%, 3,80%, 3,07% e 2,90%, respectivamente.

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A queda da Bolsa brasileira, que acompanhou o ritmo global, foi puxada pelas ações da Via (VIIA3), que caíram 8,13%, a R$ 1,92. Em seguida, estão os papéis de Siderúrgica Nacional (CSNA3), Csn Mineração (CMIN3), JHSF (JHSF3), SLC Agrícola (SLCE3), com quedas de 6,42%, 6,31%, 5,66% e 5,56%.

Por aqui, os investidores acompanham com atenção a tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos combustíveis. Ontem (29), o senador Fernando Bezerra apresentou um novo texto com mudanças. Ao todo, o governo irá desembolsar R$ 38,7 bilhões.

Cenário internacional

A sessão de hoje foi marcada por perdas no mercado externo, que segue atento aos riscos de desaceleração global.

Os temores de recessão derrubaram os índices de Wall Street, com Dow Jones apresentando recuo de 0,82%, a 30.775 pontos. O S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,88% e 1,33%, respectivamente.

Andrew Balls, diretor global de investimentos de renda fixa da PIMCO, disse hoje que é mais provável haver recessão nos Estados Unidos nos próximos 12 meses do que um cenário sem recessão.

Ontem, os presidentes dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Zona do Euro afirmaram que o foco do momento é conter a inflação antes que ela se enraíze na economia dos países.

Segundo Jerome Powell, dos EUA, e Christine Lagarde, do BCE, o crescimento do PIB está em segundo plano.

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em alta, de 0,78%, negociado a R$ 5,23.

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