Ibovespa fecha positivo, mas perde 1,15% na semana

Principal índice brasileiro teve quarta semana consecutiva de queda e se mantém abaixo dos 100 mil pontos.

Redação
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O fechamento do Ibovespa hoje (24) foi positivo, com alta de 0,60%, a 98.672 pontos, mas a Bolsa brasileira cravou a sua quarta semana de perdas, com recuo de 1,15% no acumulado desta semana e 11% no acumulado do mês.

Se ontem as ações das commodities pesaram sobre o índice, hoje elas foram o motivo da alta. Os ganhos do minério de ferro na China sustentaram a subida da Vale (VALE3) e das siderúrgicas, e a cotação positiva do petróleo no mercado internacional também ajudou petroleiras como PetroRio (PRIO3) e 3R Petroleum (RRRP3).

Vale fechou em alta de 2,78%, a R$ 74,62; CSN (CSNA3) avançou 5,18%, Gerdau (GGBR4) ganhou 3,95% e Metalúrgica Gerdau (GOAU3), +3,62%.

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No grupo das petroleiras, PetroRio subiu 5,18%, e 3R avançou 4,24%. Mas a Petrobras (PETR3 e PETR4) não pegou carona no petróleo como outras do setor, perdeu 0,65% e 0,76%, respectivamente.

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A crise dos combustíveis continua a derrubar os papéis da estatal. Nesta sexta, o comitê de elegibilidade da empresa analisa o nome de Caio Paes de Andrade para a presidência. Segundo a Reuters, a aprovação é dada como certa.

Investidores também acompanham o encaminhamento da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Combustíveis no Congresso. Hoje, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da proposta, atualizou a estimativa de gastos do governo com a medida que visa pagar R$ 1 mil aos caminhoneiros e R$ 600,00 de vale-gás e Auxílio Brasil.

Segundo o relator, o impacto total da proposta para os cofres públicos será de R$ 34,8 bilhões fora do teto de gastos, com a possibilidade de acionar o estado de emergência para concretizar as medidas em ano eleitoral.

Com o risco fiscal no radar, o dólar comercial fechou em alta de 0,44%, negociado a R$ 5,2527 na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumulou 2,11% de ganhos.

Também foi destaque no pregão de hoje a alta da Suzano (SUZB3), que subiu 4,87%, a R$ 47,85, com nova alta no preço da celulose. Segundo a Reuters, os ajustes foram de US$ 20 por tonelada para a Ásia, US$ 30 por tonelada para a Europa e US$ 40 por tonelada para a América do Norte.

Na ponta das quedas, as varejistas repercutiram a divulgação da prévia da inflação. O IPCA-15 acelerou ligeiramente em junho, para 0,69%, ante alta de 0,59% em maio. Especialistas esperavam uma alta de 0,67%. Nos últimos 12 meses, entretanto, a taxa desacelerou para 12,04%, abaixo dos 12,20% registrados nos 12 meses anteriores.

Petz (PETZ3), Via (VIIA3), Magazine Luiza (MGLU3) e Lojas Renner (LREN3) foram destaques de perdas, com quedas de 5,54%, 4,22%, 3,14% e 2,94%, respectivamente.

Em Wall Street, o dia foi de forte recuperação depois de uma semana marcada por temores de recessão nos Estados Unidos. O Dow Jones subiu 2,69% hoje, a 31.503,71 pontos, o S&P avançou 3,07%, a 3.912,15 pontos e o Nasdaq subiu 3,34%, a 11.607,62 pontos.

Em falas ao Senado e à Câmara, na quarta (22) e ontem (23), Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve (banco central norte-americano), garantiu o compromisso do órgão com o combate à inflação. Ele também fez um mea culpa ao dizer que subestimou a aceleração dos preços durante a pandemia. O presidente alegou ser “desafiadora” a missão do Fed e que a recessão é uma possibilidade.

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