Ibovespa recua 1,18% às vésperas dos dados de inflação nos EUA

Dólar sobe 0,52% e atinge R$ 4,91

Redação
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Forbes

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O Ibovespa acompanhou o exterior e operou em baixa hoje (9), cravando o seu quinto dia seguido de perdas. O principal índice de ações da B3 agravou as perdas e afundou um pouco mais na reta final, fechando em queda de 1,18%, aos 107.093 pontos.

Em um dia que foi ruim para os principais mercados acionários, as ações de mineradoras e petroleiras pesaram no índice brasileiro e agravam o cenário de aversão a risco que derrubou as bolsas de Nova York.

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O preço do minério de ferro caiu fortemente na China após Pequim informar que novas localidades em Xangai adotaram lockdown para conter o avanço da Covid-19 – o anúncio ocorre poucos dias depois de as autoridades flexibilizarem as regras de isolamento na cidade.

Os papéis de mineradoras e siderúrgicas brasileiras registraram fortes quedas. A Vale (VALE3) recuou 3,38%, a Usiminas (USIM5) perdeu 4,80%, a Gerdau (GGBR4) caiu 4,36% e a CSN (CSNA3) cedeu 6,65%.

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A queda do petróleo também afetou os mercados no pregão de hoje. A commodity tem operado com mais volatilidade nos últimos dias, embora se mantenha acima do limite de US$ 120 o barril. O barril Brent fechou em queda de 0,41%, a US$ 123,07, e o barril WTI recuou 0,49%, a US$ 121,51.

Com isso, petrolíferas fecharam a sessão no vermelho. A PetroRio (PRIO3) liderou as perdas com queda de 2,09%, acompanhada de perto pela Petrobras (PETR3 e PETR4), que perdeu 1,19% e 1,44%, respectivamente.

Pesa também sobre a estatal o imbróglio no governo sobre a medida de reajuste do ICMS ( Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que visa amenizar a oscilação nos preços dos combustíveis. Na noite de ontem (8), a Petrobras informou que deverá fazer novos ajustes nos preços para acompanhar a paridade internacional, de modo que mudanças nas alíquotas dos impostos não devem surtir o efeito esperado.

Em comunicado, a petroleira afirmou que “não há fundamentos que indiquem a melhora do balanço global e o recuo estrutural das cotações internacionais de referência para o óleo diesel”. Segundo a estatal, o atual cenário mundial é de escassez, e, como o Brasil é deficitário em produção de óleo diesel, tendo importado quase 30% da demanda total em 2021, “poderá haver maior impacto nos preços e no suprimento”.

Hoje, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, que apresentou uma desaceleração para 0,47% no mês frente a alta de 1,06% em abril. O resultado veio abaixo da mediana apontada por especialistas, de 0,60%, e animou investidores de algumas varejistas, como a Americanas (AMER3), que registrou alta de 2,04%, a Petz (PETZ3), que avançou 1,63%, e o Pão de Açúcar (PCAR3), que subiu 1,53%.

O destaque positivo do dia, no entanto, foram as empresas de planos de saúde. O setor reagiu positivamente à decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que desobriga as operadoras a cobrir procedimentos fora da lista da ANS (Agência Nacional de Saúde).

Na ponta dos ganhos está a Hapvida (HAPV3), que subiu 2,98%, seguida pela SulAmérica (SULA11), com ganhos de 2,69%.

Mercados internacionais

Lá fora, as bolsas de Wall Street fecharam em queda um dia antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (IPC). O resultado do indicador deverá nortear as decisões do Federal Reserve (banco central norte- americano) na próxima semana.

O dia já começou com um clima de maior apreensão com a confirmação pelo Banco Central Europeu (BCE) de que haverá aumento dos juros na zona do euro a partir de julho – o reajuste será de 0,25 pontos percentuais.

O BCE também sinalizou que a compra líquida de ativos termina em 1º de julho, indicando uma postura mais restritiva na política monetária.

O Dow Jones fechou em queda de 1,94%, o S&P 500 perdeu 2,38% e o Nasdaq recuou 2,75%.

O dólar comercial registrou alta de 0,52%, a R$ 4,9156, depois de oscilar entre R$ 4,8672 e R$ 4,9201.

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