Inflação coloca em risco credibilidade do banco central dos EUA

A inflação nos Estados Unidos está mais de três vezes maior do que a meta de 2% do Fed

Reuters
Compartilhe esta publicação:
REUTERS/Eduardo Munoz
REUTERS/Eduardo Munoz

Perspectiva econômica para os EUA enfraquece e inflação deve persistir, mostra pesquisa do Fed de Filadélfia

Acessibilidade


A inflação em níveis vistos pela última vez nos anos 1970 e início dos anos 1980 coloca em risco a credibilidade do banco central dos Estados Unidos, disse hoje (1º) o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, reiterando seu apelo para que o Fed cumpra os aumentos de juros que prometeu para reduzir o avanço dos preços e as expectativas de inflação.

“A atual situação macroeconômica dos EUA está prejudicando a credibilidade do Fed em relação à sua meta de inflação“, afirmou Bullard em uma apresentação ao Clube Econômico de Memphis.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

A inflação está em mais de três vezes a meta de 2% do Fed, pressionada pela colisão entre demanda mais forte do consumidor e oferta restrita de mão de obra e peças.

Em resposta, o Fed elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual este ano, ritmo que segundo críticos é fraco demais para controlar a inflação rapidamente.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Mas, nesta quarta-feira, Bullard argumentou — como fez muitas vezes anteriormente — que o Fed, de fato, apertou a política monetária muito mais do que seus ajustes reais de juros sugerem.

“O Fed ainda precisa ratificar a orientação futura dada anteriormente, mas os efeitos sobre a economia e a inflação já estão ocorrendo”, disse Bullard.

Embora o mercado de trabalho dos EUA permaneça robusto e a economia norte-americana esteja a caminho de crescer nos próximos trimestres, afirmou Bullard, a invasão russa da Ucrânia e a possibilidade de uma desaceleração acentuada na China após os bloqueios relacionados à Covid-19 significam que os riscos permanecem substanciais.

Bullard disse querer que os juros cheguem a 3,5% até o final do ano.

>> Inscreva-se ou indique alguém para a seleção Under 30 de 2022

Compartilhe esta publicação: