Inflações implícitas de curto prazo voltam a cair, mas taxas para 2023 sobem

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SÃO PAULO (Reuters) – A inflação esperada para 2022 a preços de mercado voltou a cair nesta quarta-feira, depois de fortes quedas na véspera como resultado de uma correção expressiva nas projeções de investidores, após propostas do governo de zerar o ICMS visando baixar os preços dos combustíveis, um dos vilões da inflação neste ano.

Enquanto as medidas para 2022 caíram, as taxas para 2023 subiram, reflexo da percepção do mercado de que a inflação está apenas sendo postergada.

A inflação implícita para 2022 baseada em contratos futuros de cupom de IPCA negociados na B3 (DAP) foi a 7,63%, de 8,06% na terça-feira e de 8,87% na segunda-feira, antes de o presidente Jair Bolsonaro se dizer disposto a compensar Estados que zerassem o ICMS sobre alguns setores. Os dados são da corretora Renascença.

Pela NTN-B agosto de 2022, a inflação implícita até o vencimento do papel caiu a 2,94% (taxa anualizada), de 3,22% da véspera e 6,22% na segunda-feira. Um mês atrás, a taxa estava em 7,91%.

A implícita para 2023 medida pelo DAP subiu a 6,94% nesta quarta, de 6,61% na terça e 6,39% um mês atrás. A NTN-B agosto de 2024 –que abarca todo o ano de 2023, diferentemente de NTN-B de 2023– mostrou inflação implícita de 6,72%, de 6,71% na véspera e 6,68% na segunda. Um mês atrás, estava em 6,58%.

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(Por José de Castro)

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