UE sinaliza mudança para energia do carvão, acusa Rússia de “ações desonestas” sobre gás

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Por Noah Browning e Nora Buli

BRUXELAS/OSLO (Reuters) – A União Europeia voltará temporariamente à energia do carvão para lidar com a redução do fluxo de gás enviado pela Rússia, disse uma autoridade da UE nesta quarta-feira, enquanto o aperto no mercado de gás e a disparada dos preços desencadeiam uma corrida por combustíveis alternativos.

Os líderes europeus criticaram a Rússia depois que os fluxos através do gasoduto Nord Stream 1 foram reduzidos para apenas 40% da capacidade, aprofundando um impasse energético após a invasão da Ucrânia levar a Europa a impor duras sanções a Moscou.

Para lidar com a escassez de gás, a Agência Internacional de Energia (IEA) disse que a Europa deve substituir o suprimento de energia russo enquanto dobra a eficiência e as energias renováveis, incluindo a fonte nuclear.

A Europa buscará temporariamente alternativas de combustível fóssil à luz das ações do presidente Vladimir Putin, mas essas medidas não inviabilizarão os objetivos de mudança climática de longo prazo, disse uma alta funcionária da Comissão Europeia.

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“A invasão ilegal da Ucrânia pela Rússia resultou em uma situação de emergência na UE”, disse Elina Bardram, diretora interina de Assuntos Internacionais e Finanças Climáticas da Comissão Europeia, no Fórum de Energia da África em Bruxelas.

“Com os movimentos muito desonestos que estamos observando do governo Putin em relação à Gazprom reduzir o fluxo muito repentinamente, estamos tomando algumas medidas muito importantes, mas todas essas medidas são temporárias”, acrescentou, referindo-se ao uso de carvão.

Os países delinearam uma série de medidas para resistir a uma crise de abastecimento e lidar com as preocupações com a falta de energia no inverno e um aumento da inflação.

O ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, disse na terça-feira à noite que havia perigo de uma grave crise econômica e sublinhou a necessidade de alternativas para superar três ou mais anos de escassez de energia.

Os fluxos de gás russo para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1 e as entregas através da Ucrânia estavam estáveis ​​nesta quarta-feira, mas permanecem significativamente menores do que na semana passada, quando a Gazprom reduziu a capacidade citando problemas técnicos.

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