Vendas no varejo do Brasil sobem acima do esperado em abril

Este foi o quarto mês seguido de alta do setor do comércio varejista, que está 4% acima do patamar pré-pandemia

Reuters
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Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Varejo do Brasil tem tido um crescimento consistente, apesar de desigual

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As vendas no varejo brasileiro registraram alta acima do esperado em abril e seguiram em recuperação, com o quarto mês seguido de alta, embora o ritmo venha enfraquecendo.

Em abril, as vendas varejistas apresentaram ganho de 0,9% na comparação com o mês anterior, além de registrarem alta de 4,5% em relação a abril do ano anterior.

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Os resultados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,4% na base mensal e de 2,6% na comparação anual..

Mas mostraram perda de força, depois de ganhos de 2,4% em janeiro e de 1,4% tanto em fevereiro quanto em março.

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“O crescimento é consistente, porém desigual. Como um todo, o comércio varejista está 4,0% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Mas entre as atividades está desigual”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Embora a inflação elevada no país venha corroendo a confiança e a renda do consumidor, ao mesmo tempo o setor varejista conta com o impulso recente de medidas de estímulo do governo.

Entre as oito atividades pesquisadas, metade registraram aumento no volume de vendas em abril –Móveis e eletrodomésticos (2,3%); Tecidos, vestuário e calçados (1,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,4%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).

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As perdas aconteceram em Combustíveis e lubrificantes (-0,1%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-5,6%); e Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-6,7).

No comércio varejista ampliado, o volume de vendas apresentou aumento de 0,7% frente a março, embora tanto Veículos, motos, partes e peças (-0,2%) quanto Material de Construção (-2,0%) tenham registrado perdas.

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