Viva Air chega ao Brasil com voos internacionais de baixo custo

Companhia colombiana estreia no país com proposta de oferecer passagens até 40% mais baratas do que a concorrência.

Monique Lima
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Foto: Viva Air/ Divulgação
Foto: Viva Air/ Divulgação

Companhia colombiana, Viva Air, desembarca no Brasil com passagens “low cost”.

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A companhia aérea colombiana Viva Air desembarca hoje (23) no Brasil, onde quer conquistar espaço oferecendo tarifas “ultra low cost” (de baixo custo). A companhia vai operar voos entre São Paulo e Colômbia, com conexões para os Estados Unidos, México, Peru e República Dominicana.

O “ultra low cost” é um modelo de negócios no qual as companhias aéreas baixam o custo da operação para oferecer passagens com descontos entre 25% e 40% frente aos valores de companhias tradicionais. Existe também o modelo “low cost”, que emprega descontos menores.

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No Brasil, as aéreas Flybondi, JetSmart, Sky Airline e Norwegian Airlines operam voos com rotas internacionais no modelo “low cost”.

Com dez anos de operação na Colômbia, a Viva desembarca no país com o objetivo de consolidar sua estratégia de expansão na América Latina. Segundo o vice-presidente de operações, Francisco Lalinde, o mercado brasileiro é muito grande e tem um ótimo fluxo de passageiros nas rotas em que a companhia opera.

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“Optamos por começar nossas operações no Aeroporto Internacional de São Paulo que tem um grande fluxo de passageiros e pouca concorrência no modelo de baixo custo. Entendemos que é uma aposta certeira da Viva, com grande chance de crescimento principalmente neste momento, em que todos buscam por soluções mais baratas”, diz Lalinde.

Inicialmente, a Viva irá operar três voos por semana: às terças, quintas e domingos, com saída do aeroporto de Guarulhos. A expectativa é de que os voos se tornem diários em poucos meses, a depender do aumento da demanda.

Os destinos dos voos com saída do Brasil são Miami, Punta Cana, Cancún, Cidade do México e cidades litorâneas na Colômbia como Cartagena, Santa Marta e San Andrés.

Momento desafiador

Com a alta do dólar frente ao real e da cotação do petróleo no mercado internacional, o momento é desafiador para as companhias aéreas devido ao encarecimento do querosene de avião.

Lalinde confirma que este não é o melhor dos cenários, mas destaca que os problemas não são exclusivos da Viva. “Essa é uma realidade para todas as companhias aéreas no continente americano. Trabalhamos com esses valores agora, mas acreditamos que o cenário vai melhorar daqui um tempo”, diz o vice-presidente.

Nos últimos dois anos, a empresa expandiu a sua rota de quatro destinos internacionais para 14. O objetivo é alcançar 30 novas rotas nos próximos anos.

Para a consolidação desse plano, a Viva irá contar com o reforço do grupo Abra, holding formada pela Avianca e a Gol, que adquiriu uma participação minoritária na companhia colombiana. A operação ainda está sujeita à aprovação do órgão regulador de concorrência na Colômbia.

Como a Viva reduz seus custos

Para baratear o preço de suas passagens, a Viva enxuga todos os custos “adicionais” que são cobrados por outras companhias e otimiza o operacional de suas frotas.

Na compra de uma passagem simples da Viva, cada passageiro tem direito apenas a uma bagagem de mão. Outros serviços como despacho de bagagens, alimentação no voo e bebidas devem ser pagos à parte. A companhia colombiana também só trabalha com uma classe, sem diferenças como as aéreas tradicionais que oferecem econômica, executiva e primeira classe, por exemplo.

Para Lalinde, os serviços adicionais são como o cardápio de um restaurante, cada um escolhe o que quer e só paga por isso. “A passagem mais barata é boa para todo mundo. Se um passageiro quiser mais alguma coisa, nós oferecemos, mas ele paga separado.”

Em relação ao operacional, a aérea enxuga seus custos ao trabalhar apenas com um tipo de aeronave, o modelo A320neo, da Airbus, com no máximo dois anos de funcionamento.

O vice-presidente explica que, dessa forma, os custos de manutenção são menores e o avião tem maior capacidade de operação por ser mais novo. “A aeronave da concorrência consegue fazer entre oito e nove horas de voos por dia. Já a nossa frota chega até 13 horas diárias, o que permite uns dois voos a mais”, diz Lalinde.

Além disso, com uma única aeronave na frota, o treinamento dos pilotos, comissários e funcionários da manutenção é unificado.

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