Ações do IRB caem após novo prejuízo elevar preocupação de analistas com nível de capital

Empresa teve prejuízo líquido de R$ 273,1 milhões em maio; papéis registraram a maior queda do Ibovespa

Reuters
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Amanda Perobelli/Reuters
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Às 11h de hoje (22), as ações do IRB caíam 6,4%, para R$ 2,04 cada

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O IRB Brasil RE divulgou na noite de ontem (21) prejuízo líquido de R$ 273,1 milhões em maio, contra lucro de R$ 7,5 milhões um ano antes. A publicação aumentou preocupações de analistas com a situação de capital da empresa e derrubava o valor das ações do grupo hoje (22).

Por volta de 11h as ações do IRB caíam 6,4%, para R$ 2,04 cada, a maior queda dentre os papéis do Ibovespa, que subia 0,31% no mesmo horário.

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A deterioração da posição de capital do IRB, com potencial necessidade de novo aporte de recursos na empresa, vêm influenciando na queda das ações do ressegurador neste ano, período em que acumulam perdas de quase 50%.

O IRB disse que a despesa com sinistro cresceu 73,2% em maio, para R$ 631,3 milhões, enquanto a sinistralidade avançou de 73,2%, para 131,3%, segundo comunicado ao mercado com dados mensais preliminares. A empresa afirmou que a operação foi principalmente impactada pelo segmento agro.

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O prêmio emitido recuou 3,7% em maio na base anual, para R$ 564,2 milhões, diante da queda de 27,4% no exterior e alta de 8,4% no Brasil.

Para analistas do BTG Pactual, “um aumento de capital pode ser necessário urgentemente”, já que a companhia terminou o primeiro trimestre com “posição de solvência/capital apertada” e acumula prejuízo de R$ 366 milhões em abril e maio.

“Acreditamos que um aumento de capital é iminente, mas ainda não sabemos a que preço”, escreveram analistas incluindo Eduardo Rosman em comentário a clientes. O BTG tem recomendação “neutra” para a ação.

As preocupações foram reiteradas por analistas do Citi, que têm recomendação de “venda” para o papel. Eles disseram que os dados mensais elevam os temores com o capital da empresa e “a insuficiência de capital é novamente uma grande preocupação para o IRB” em relatório assinado por Gabriel Gusan e equipe.

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