Banco de criptomoedas Voyager Digital suspende saques e depósitos

A decisão foi anunciada depois que a companhia emitiu um alerta de inadimplência para o fundo de hedge 3AC (Three Arrows Capital)

Reuters
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Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Muitos dos recentes problemas da indústria de criptomoedas podem ser rastreados até o colapso espetacular da stablecoin TerraUSD em maio

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O banco de criptomoedas Voyager Digital anunciou hoje (1) que suspendeu saques, transações e depósitos e que está avaliando alternativas para preservar o valor de sua plataforma.

A decisão foi anunciada depois que a companhia emitiu um alerta de inadimplência para o fundo de hedge 3AC (Three Arrows Capital) por causa do não pagamento de compromissos de um empréstimo.

Em comunicado, o presidente-executivo do Voyager, Stephen Ehrlich, afirmou que a decisão dá à companhia “tempo adicional para continuar explorando alternativas estratégicas com várias partes interessadas”.

O Voyager afirmou em comunicado à imprensa que contratou a Moelis & Company e Consello Group como assessores financeiros e Kirkland & Ellis como consultores jurídicos.

Em 22 de junho, o Voyager assinou um acordo com a AlamedaVentures para uma linha de crédito rotativo, ganhando acesso a capital adicional para cumprir necessidades de liquidez de seus clientes em meio à queda nos preços das criptomoedas.

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O Voyager, baseado em Nova Jersey, afirmou em comunicado que o valor de seus criptoativos é de US$ 685 milhões (R$ 3,6 bilhões) ante mais de US$ 1,12 bilhão (R$ 5,9 bilhões) em empréstimos realizados em moedas digitais.

O Voyager afirmou que emprestou US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhões) e 15,2 mil bitcoins para o 3AC. Uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters na quarta-feira que o 3AC entrou em liquidação.

A decisão do Voyager veio menos de um mês depois que o rival Celsius Network suspendeu saques, citando extremas condições do mercado. O Celsius ainda não liberou os saques de seus clientes.

Muitos dos recentes problemas da indústria de criptomoedas podem ser rastreados até o colapso espetacular da stablecoin TerraUSD em maio, que viu quase todo seu valor evaporar.

O bitcoin acumulou desvalorização de 58% no primeiro semestre deste ano, a pior performance para uma primeira metade de ano de sua história.

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