Brasil quer comprar o máximo possível de diesel da Rússia, diz chanceler

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ontem (11) que estava perto de fechar um acordo com Moscou para adquirir diesel muito mais barato

Reuters
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REUTERS/Tom Mihalek
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Não ficou imediatamente claro como o Brasil iria adquirir o diesel russo sem contrariar as sanções ocidentais

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O Brasil quer comprar o máximo possível de diesel da Rússia e os acordos estão sendo fechados, disse o chanceler brasileiro, Carlos Franca, hoje (12), sem dar mais detalhes sobre as transações.

“Precisamos garantir que haverá diesel suficiente para o agronegócio brasileiro, e, é claro, para os motoristas brasileiros”, disse França a jornalistas durante uma visita à sede da ONU em Nova York. “Então é por isso que estamos buscando fornecedores seguros e muito confiáveis de diesel – a Rússia é um deles.”

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O Brasil quer comprar “o máximo que for possível” da Rússia, disse o ministro.

Não ficou imediatamente claro como o Brasil iria adquirir o diesel russo sem contrariar as sanções ocidentais, impostas a Moscou por conta de sua invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro.

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Quando perguntado se haveria alguma repercussão do Ocidente por conta do plano de comprar diesel da Rússia, França disse: “Eu acredito que não”.

“A Rússia é um parceiro estratégico do Brasil. Somos parceiros no Brics”, disse, em referência ao grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, um bloco visto como uma alternativa poderosa de mercados emergentes ao Ocidente.

“Dependemos muito das exportações de fertilizantes da Rússia e de Belarus também. E é claro, a Rússia é um grande fornecedor de petróleo e gás. Você pode perguntar isso para a Alemanha. Pode perguntar isso para a Europa. Então o Brasil, nós estamos com pouco estoque disso”, afirmou o chanceler.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ontem (11) que estava perto de fechar um acordo com Moscou para adquirir diesel muito mais barato, no que parece ser o último benefício mais tangível de sua relação amistosa com o presidente russo, Vladimir Putin.

Os altos preços de combustíveis têm atingido o esforço de reeleição de Bolsonaro em outubro, deixando-o atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenção de voto.

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