Comércio Brasil-EUA tem novo recorde de US$ 42,7 bilhões

Exportações e importações atingiram alta de 43,2% nos primeiros seis meses do ano

Naty Falla
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Bugto/GettyImages
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O aumento das importações brasileiras vindas dos EUA foi puxada pelas compras de produtos de energia.

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As importações e exportações entre Brasil e Estados Unidos registraram alta de 43,2% no primeiro semestre deste ano e chegaram ao valor recorde de US$ 42,7 bilhões, mostram dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil.

O aumento das importações brasileiras vindas dos EUA foi puxada pelas compras de produtos de energia, como combustíveis e derivados de petróleo, gás natural, petróleo bruto e carvão. Juntos, eles representaram 43,7% do total das compras do Brasil nos primeiros seis meses do ano.

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Além deles, também ganharam destaque a importação de motores e máquinas não elétricos, que somaram US$ 1,9 bilhão, com alta de 72,3%. Em seguida, aparecem os adubos e fertilizantes, com US$ 723,8 milhões, acréscimo de 225,9%, e inseticidas e fungicidas, com avanço de 40,4%, a US$ 446,2 milhões.

Segundo o estudo, o aumento do valor desses produtos está relacionado diretamente com a alta internacional dos preços causada pela guerra na Ucrânia.

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Essas importações se concentraram no Sudeste (52%), sendo São Paulo o principal importador (27,7%).

Exportações em alta

As exportações brasileiras para os EUA também seguem aquecidas, com um crescimento de 31,9% no ano. O desempenho dos embarques de carne bovina, petróleo bruto, madeira trabalhada, produtos siderúrgicos e equipamentos de engenharia civil contribuíram para um valor inédito de US$ 17,7 bilhões no período.

O principal produto segue sendo o semi-acabado de ferro e aço (US$ 2,4 bilhões). No mesmo setor, também se destacaram as vendas de ferro-gusa (US$ 2,3 bilhões).

Na esteira das sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra as exportações russas, as vendas brasileiras de petróleo bruto para o país também cresceram 54,4% em volume e 121% em valor, totalizando US$ 2,3 bilhões.

O Sudeste se manteve como a principal região exportadora no primeiro semestre de 2022, responsável por 64,8% do total, com destaque para os produtos siderúrgicos, óleos brutos de petróleo e café não torrado.

“O comércio bilateral seguiu bastante aquecido. O aumento dos preços internacionais e, em menor medida, da demanda de produtos importantes da pauta bilateral, levaram a valores inéditos nas importações e exportações brasileiras em relação aos EUA”, explica Abrão Neto, vice-presidente Executivo da Amcham Brasil.

Devido ao crescimento das importações acima das exportações, o Brasil registrou o maior déficit comercial com os EUA em um 1º semestre de toda a série histórica, no valor de US$ 7,4 bilhões. Esse também foi o maior déficit do Brasil com qualquer parceiro comercial em 2022.

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