Europa planeja reduzir uso de gás russo em meio a novo alerta de Putin

Autoridades da UE disseram que a meta de corte seria de 10% a 15%, mas o plano precisa da aprovação dos membros do bloco de 27 países

Reuters
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Hannibal Hanschke/Reuters
Hannibal Hanschke/Reuters

Dutos em unidade do gasoduto Nord Stream 1 em Lubmin, na Alemanha

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A União Europeia estabelecerá planos de emergência hoje (20) para conter o uso de gás depois que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou que os suprimentos russos enviados pelo maior gasoduto para a Europa, o Nord Stream 1, correm o risco de serem reduzidos ainda mais.

As entregas pelo gasoduto, que responde por mais de um terço das exportações de gás russo para a UE, devem ser retomadas na quinta-feira, após uma pausa de 10 dias para manutenção anual.

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Mas os suprimentos por essa rota foram reduzidos antes mesmo da interrupção de manutenção por causa de uma disputa sobre elementos alvos de sanções e agora podem enfrentar mais cortes, enquanto as entregas por outras rotas, como a Ucrânia, também caíram desde que a Rússia invadiu sua vizinha em fevereiro.

As interrupções prejudicaram os esforços da Europa para reabastecer os estoques de gás antes do inverno, aumentando o risco de racionamento e outro impacto no frágil crescimento econômico se Moscou restringir ainda mais os fluxos em retaliação às sanções ocidentais pela guerra na Ucrânia.

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O plano da Comissão Europeia pedirá aos países que reduzam o uso de gás. Um rascunho visto pela Reuters propunha uma meta voluntária para os países reduzirem a demanda de gás nos próximos oito meses, o que poderia se tornar juridicamente vinculativo em caso de emergência.

Autoridades da UE disseram que a meta de corte seria de 10% a 15%, com qualquer plano precisando da aprovação dos membros do bloco de 27 países. Mas as autoridades da UE afirmam que é vital agir agora, em vez de esperar para ver o que acontece com os fluxos via Nord Stream 1 ou outras rotas.

“Acreditamos que uma ruptura total é provável e é especialmente provável se não agirmos e nos deixarmos vulneráveis ​​a ela”, disse uma delas. “Se esperarmos, será mais caro e nos fará dançar ao som da Rússia.”

Políticos europeus acusam a Rússia de fazer política com seus suprimentos de gás, usando questões técnicas como pretexto para reduzir as entregas. O Kremlin diz que a Rússia continua sendo um fornecedor de energia confiável e culpa as sanções pela redução dos fluxos.

Duas fontes russas familiarizadas com os planos de exportação da Rússia disseram que os fluxos via Nord Stream 1 devem reiniciar a tempo na quinta-feira, depois de serem interrompidos em 11 de julho para manutenção anual.

Mas elas disseram que ficaria abaixo de sua capacidade de 160 milhões de metros cúbicos por dia.

A Gazprom, controlada pelo Kremlin, cortou as exportações de gás pela rota para 40% da capacidade em junho, culpando os atrasos no retorno de uma turbina que a Siemens Energy estava arrumando no Canadá.

Putin sugeriu que pode haver uma redução adicional no abastecimento através de gasoduto que corre sob o Mar Báltico para a Alemanha, a potência econômica da Europa que depende fortemente do combustível russo, aumentando as preocupações de abastecimento europeu.

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