Ibovespa abre em queda de 0,65%, aos 98 mil pontos

Em dia de feriado nos EUA, Bolsa brasileira opera em queda, sem referência de Wall Street.

Redação
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O Ibovespa abriu em queda neste começo de semana, com recuo de 0,65%, aos 98.314 pontos. O dia começa sem direção definida e a Bolsa brasileira não vai contar com a referência de Wall Street hoje (4), já que os mercados por lá estão fechados para o Dia da Independência dos EUA.

Com menor fluxo financeiro sem a participação do mercado de Nova York, os mercados domésticos digerem assuntos internos nesta segunda. A semana reserva a divulgação do IPCA de junho na sexta-feira (8), principal índice de inflação analisado pelo Banco Central para a decisão sobre a política monetária do país.

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Especialistas esperam uma alta de 0,7% no mês frente à desaceleração de 0,47% de maio. Já no acumulado de 12 meses, a expectativa é de que o indicador suba para 11,90%, após recuar para 11,73% em maio.

Até lá, investidores acompanham o encaminhamento da PEC dos Auxílios na Câmara. O “pacote de bondades” do governo federal já recebeu aprovação no Senado e deputados buscam concluir a votação antes do recesso parlamentar que se inicia no dia 17 de julho.

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A proposta de emenda à constituição irá custar R$ 41,25 bilhões aos cofres públicos para ampliar de R$ 400 para R$ 600 o valor mensal do Auxílio Brasil (que irá aumentar em mais 1,6 milhão de famílias), aumentar o valor pago com o auxílio-gás para R$ 120 a cada dois meses, instituir o “voucher caminhoneiro” para transportadores autônomos, no valor de R$ 1 mil mensais, e criar o voucher taxista, sem valor definido.

O mercado analisa o risco da medida para os cofres públicos e também para a inflação, visto que colocar mais dinheiro em circulação poderá causar aumento nos preços, anulando parte do movimento do Banco Central de aumentar os juros para segurar a circulação de capital.

O modo cautela dos investidores colocou o dólar nas alturas na última semana. Hoje, a moeda norte-americana opera entre perdas e ganhos, às 9h50 (horário de Brasília) subia 0,12%, avaliada em R$ 5,327.

Nos EUA, somente o mercado de futuros permanece aberto, com as bolsas operando em queda. O Dow Jones caía 0,11% no mesmo horário, o S&P 500 perdia 0,24% e o Nasdaq recuava 0,41%.

O medo de uma recessão segue orientando as operações das bolsas internacionais. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida, com os índices da China em alta e outros mercados em baixa. O Xangai fechou em alta de 0,53% e o Shenzhen subiu 1,17%, na China, acompanhados pelo índice japonês Nikkei, que terminou em alta de 0,84%.
Já em Hong Kong, o Hang Seng encerrou o dia em queda de 0,13% e, em Seul, o Kospi perdeu 0,22%. Em Taiwan, o Taiex também recuou, em 0,88%.

O mercado chinês também teve o dia marcado pela queda na cotação do minério de ferro nas bolsas de Dalian e Singapura. A commodity foi prejudicada por uma perspectiva mais sombria para a demanda pelo ingrediente siderúrgico na China, onde muitas empresas siderúrgicas estão sofrendo perdas e reduzindo a produção.

O contrato de minério de ferro mais negociado para setembro na bolsa de commodities de Dalian encerrou as negociações em queda de 5,8%, a US$ 107,49 a tonelada. Trata-se da terceira sessão de perdas da matéria-prima, que atingiu o seu menor nível desde 23 de junho.

Na Bolsa de Singapura, o contrato para agosto caiu 4,8%, a US$ 109,15 a tonelada.

As Bolsas europeias operam em alta, na tentativa de recuperação das perdas da semana anterior. Às 10h05 (horário de Brasília) a Bolsa de Londres operava em alta de 1,20%; Frankfurt subia 0,25%; Paris tinha alta de 0,83%; Madrid subia 0,64% e o índice europeu Stoxx600 avançava 0,96%.

O dia é de recuperação, mas os indicadores não foram dos melhores por lá. A confiança dos investidores da zona do euro caiu em julho para seu nível mais baixo desde maio de 2020, indicando uma recessão “inevitável” no bloco monetário de 19 países, mostrou o índice Sentix.

A pesquisa apontou uma queda no indicador de confiança para –26,4 de –15,8 em junho. A compilação da Reuters apontava para uma leitura de –19,9 em julho.

“Em todos os aspectos, a dinâmica [deste ano] lembra a crise de 2008, e o que era então o colapso do sistema financeiro é agora o perigo do colapso do abastecimento energético europeu”, disse Manfred Huebner, diretor administrativo do Sentix, em comunicado.

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